Cientistas da agência espacial americana (Nasa) calculam que o asteroide Bennu tem uma chance em 2.700 de colidir com a Terra no dia 24 de setembro de 2182. Embora a probabilidade seja considerada baixa pelos astrônomos, o potencial de destruição da rocha espacial equivale ao disparo de 22 bombas atômicas. O monitoramento constante desse corpo celeste é a principal ferramenta de defesa da comunidade científica para evitar uma catástrofe no próximo século.

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O que a colisão do asteroide Bennu pode causar?
Caso a colisão ocorra, o maior perigo para o planeta não será apenas a explosão inicial, mas as consequências climáticas de longo prazo. O choque levantaria uma cortina de poeira e gases tão densa que bloquearia a luz do Sol, gerando um fenômeno conhecido como “inverno de impacto”. Especialistas estimam que a temperatura média global poderia cair até 4°C, o que prejudicaria a fotossíntese — o processo que as plantas usam para produzir energia — e ameaçaria a produção agrícola mundial.
Esse cenário de resfriamento assemelha-se aos efeitos de grandes erupções vulcânicas da história, como a do Monte Toba, na Indonésia, ocorrida há 74 mil anos. Naquela ocasião, as cinzas na atmosfera também causaram quedas bruscas na temperatura e desequilibraram ecossistemas inteiros. Além disso, os modelos matemáticos da Nasa apontam que o impacto do Bennu poderia destruir até 32% da camada de ozônio, deixando a vida na Terra desprotegida contra o excesso de raios ultravioleta.
Para conter ameaças desse tipo, agências espaciais investem em tecnologias de monitoramento e desvio de objetos próximos ao nosso planeta. Um exemplo bem-sucedido foi a missão DART, desenvolvida pela Nasa, que conseguiu alterar a rota de um asteroide ao chocar uma espaçonave contra ele. Os pesquisadores reforçam que, apesar de o risco com o Bennu ser remoto, o desenvolvimento de novos sistemas de defesa garante a segurança das próximas gerações.
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