Economia

Renda fixa que rende mais? Conheça o investimento secreto que paga até CDI+5%

O guia definitivo para lucrar alto com a nova onda financeira do momento

Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) consolidaram-se como o grande destaque do mercado financeiro em 2026. Esses fundos de renda fixa compram “contas a receber” de empresas, como parcelas de cartão de crédito e duplicatas, transformando esses direitos em cotas para os investidores. Atraídos por rendimentos que chegam a superar o CDI em até 5%, isenção de imposto semestral (o come-cotas) e estabilidade de preços, milhares de poupadores migram para a modalidade após a queda nos retornos de investimentos tradicionais e o receio com calotes em grandes corporações.

Renda fixa que rende mais? Conheça o investimento secreto que paga até CDI+5%
Foto: Marcelo Casal Jr / Agencia Brasil

Setor de Renda fixa vem despertando o interesse dos brasileiros

O setor registrou captação líquida de R$ 30 bilhões no primeiro semestre, de acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). O interesse das pessoas físicas impulsionou o número de contas ativas em quase 20%, totalizando 435 mil investidores. O patrimônio total da categoria atingiu R$ 771,4 bilhões, distribuídos em 4.147 fundos ativos. Especialistas preveem que o montante total administrado ultrapasse a marca histórica de R$ 1 trilhão nos próximos meses.

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Apesar da forte expansão e do otimismo de gestores que projetam o avanço do mercado de capitais sobre o crédito bancário tradicional, analistas recomendam cautela sobre renda fixa. Diferente de aplicações comuns como o CDB, esses fundos não contam com a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), espécie de seguro que protege o dinheiro do investidor em caso de falência da instituição. A segurança do produto depende exclusivamente da qualidade das contas adquiridas e da solidez de sua estrutura interna de proteção.

O principal risco mapeado por especialistas é o acirramento da concorrência entre as gestoras. A disputa intensa para comprar direitos creditórios pode fazer com que alguns fundos aceitem ativos de prazos mais longos ou flexibilizem critérios de segurança para manter a rentabilidade atrativa. Para o investidor individual, a recomendação é priorizar fundos diversificados e analisar o histórico de perdas das carteiras, evitando focar apenas nas taxas de retorno mais elevadas do mercado.

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