A Polícia Civil prendeu dois funcionários da fabricante Yara Fertilizantes em Rio Grande (RS), nesta quinta-feira (16), sob a suspeita de desviarem produtos da empresa. A ação, batizada de Operação Lama de Ouro, apura um esquema criminoso que misturava adubo de alta qualidade com resíduos industriais de baixo valor para revenda clandestina. O prejuízo financeiro estimado à companhia pode chegar a R$ 20 milhões.

Entenda como funcionava o golpe
Segundo a investigação, conduzida pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Decrab) do município, o grupo furtava o adubo puro, avaliado em R$ 4 mil a tonelada. Os suspeitos misturavam o produto ao chamado barro de varredura — um resto de produção que custa cerca de R$ 80 a tonelada — e vendiam o resultado de forma ilegal. Uma terceira pessoa prestou depoimento e foi liberada.
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A delegada Paula Vieira informou que os desvios ocorriam inicialmente nas madrugadas, mas a frequência aumentou com o tempo. A apuração aponta que o valor direto dos fertilizantes furtados varia de R$ 13 milhões a R$ 15 milhões, mas o impacto total atinge a cifra de R$ 20 milhões. Os envolvidos tinham a confiança da empresa e responderão por furto qualificado e organização criminosa.
O monitoramento policial começou no início deste ano após o recebimento de denúncias anônimas sobre o golpe. Um dos funcionários detidos já tem antecedentes criminais por furto. Em nota oficial, a Yara Fertilizantes declarou que é vítima dos crimes e que colabora com as autoridades, mas não dará detalhes sobre o caso por causa do sigilo das investigações.





