O Tribunal do Júri de Pelotas condenou, na quarta-feira (23), uma mulher de 24 anos a 41 anos e oito meses de prisão, em regime inicial fechado, pela morte do enteado, de um ano e três meses. Além do homicídio qualificado, os jurados também reconheceram a prática de tortura contra a criança.

Nataniele Rodrigues Delgado foi considerada culpada pelos crimes de homicídio qualificado e tortura qualificada. O Conselho de Sentença acolheu as qualificadoras de motivo fútil, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e o fato de o crime ter sido praticado contra uma criança menor de 14 anos.
Madrasta matou menino de um ano
Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o menino morreu em abril de 2024 em consequência de um traumatismo cranioencefálico causado por agressões dentro da residência onde vivia com a madrasta. As investigações apontaram que a vítima sofreu diversos golpes na cabeça e em outras partes do corpo.
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Ainda segundo o Ministério Público, a criança foi submetida a repetidas agressões físicas, incluindo tapas, socos, chutes e mordidas. A acusação também destacou que, meses antes da morte, o menino havia sofrido uma fratura no fêmur da perna esquerda. Esse episódio foi utilizado para sustentar a denúncia por tortura, tese que foi aceita pelos jurados durante o julgamento.



