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Proibição do estepe fino: Especialista defende projeto de lei para garantir pneu tradicional em veículos novos

Edegar Alves analisa projeto de lei que proíbe o pneu temporário em carros novos e explica por que a economia das montadoras coloca motoristas em risco

Na manhã deste sábado (25), o programa Esquina Democrática recebeu o especialista em manutenção e segurança veicular Edegar Alves para discutir o projeto de lei que propõe a proibição do uso de pneus sobressalentes temporários, os populares “estepes finos”, em carros novos fabricados no Brasil. Durante a entrevista, o convidado explicou que, embora as montadoras adotem o modelo sob o argumento de reduzir o peso do veículo, economizar combustível e diminuir custos de produção, a prática traz sérios transtornos e riscos diretos para o motorista no cotidiano das estradas.

Proibição do estepe fino: Especialista defende projeto de lei para garantir pneu tradicional em veículos novos
Foto: AcústicaFM

Limitações técnicas 

Um dos pontos mais críticos abordados por Edegar Alves refere-se às severas limitações mecânicas impostas ao condutor quando o pneu temporário precisa ser utilizado. Além da restrição de velocidade máxima recomendada em 80 km/h — que na prática exige rodar ainda mais devagar em viagens longas —, o pneu de menor dimensão altera o comportamento dinâmico do veículo e pode comprometer o funcionamento de tecnologias essenciais de assistência à condução. O especialista chamou a atenção para o fato de que a diferença de diâmetro e aderência pode interferir no sistema de freios ABS, prejudicando a eficiência da frenagem brusca. A situação torna-se ainda mais delicada em episódios em que o pneu original sofre avarias graves, como rasgos na lateral, deixando o condutor vulnerável ao tentar rodar longas distâncias até encontrar socorro especializado.

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Acomodação no porta-malas 

Diante do desconforto e da insegurança gerados pelo componente temporário, o especialista revelou que tem sido cada vez mais comum a busca voluntária de motoristas por substituições por rodas de dimensões convencionais. Alves desmistificou a ideia de que o design dos carros modernos impede o transporte de um pneu idêntico aos demais, frisando que a estrutura física dos veículos frequentemente suporta o equipamento tradicional. “Muitos veículos que vem de fábrica com o modelo estreito possuem espaço físico suficiente para acomodar um pneu de rodagem padrão”, explicou Edegar.

Aprovação do projeto de lei representa avanço para o consumidor

Ao finalizar sua participação, Edegar Alves defendeu o avanço do projeto de lei no Congresso Nacional como uma medida indispensável de proteção ao consumidor e garantia de segurança nas rodovias. Para ele, a obrigatoriedade de entregar os veículos zero-quilômetro com um quinto pneu idêntico aos de rodagem trará mais tranquilidade para os motoristas lidarem com imprevistos sem comprometer a integridade física da família. O especialista concluiu enfatizando que a aprovação da matéria legislativa encerrará uma manobra das montadoras que transfere o prejuízo operacional para o proprietário do carro. Com a mudança na legislação, o motorista brasileiro passará a ter a garantia de que, ao enfrentar um furo ou rasgo no pneu, poderá seguir viagem com o mesmo nível de aderência, desempenho e segurança original de fábrica.