Um tornado atingiu o interior de Pedro Osório, no Sul do Rio Grande do Sul, na quinta-feira (6), em meio à passagem de uma frente fria associada a um ciclone extratropical. O registro é o segundo caso do fenômeno no Estado em semanas consecutivas. A repetição chama atenção para a ocorrência de tempestades severas em diferentes regiões gaúchas durante períodos de forte instabilidade atmosférica.

Tornados ocorrem mais facilmente no RS
O Rio Grande do Sul está inserido no chamado corredor de tornados da América do Sul, área considerada uma das mais favoráveis à formação desses fenômenos. Nessa região, o encontro entre o ar quente e úmido que avança da Amazônia e as massas de ar frio vindas do Sul cria condições para tempestades intensas. Mudanças na direção e na velocidade dos ventos conforme a altitude também podem favorecer a rotação dentro das tempestades.
No episódio registrado nesta semana, a formação de um ciclone extratropical sobre o oceano contribuiu para a intensificação da instabilidade. A pressão atmosférica chegou a 997 hectopascais (hPa) em Pelotas. Segundo a Climatempo Meteorologia, valores inferiores a 1.000 hPa estão associados a condições favoráveis para a formação de nuvens de grande desenvolvimento vertical e temporais.
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A combinação desses fatores favoreceu a formação de uma supercélula, tempestade caracterizada por uma estrutura de circulação de ar. O prolongamento da base dessa formação deu origem ao funil que alcançou o solo no Sul do Estado. O fenômeno ocorreu durante um período de forte instabilidade provocado pelo avanço do sistema meteorológico sobre o Rio Grande do Sul.




