O médico Juan Medina, de 23 anos, concedeu entrevista à Rádio Acústica FM nesta quarta-feira (12) diretamente da cidade de Pereira, na Colômbia, uma das regiões afetadas pelo terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país na última segunda-feira (10). O profissional participa das operações de atendimento às vítimas e dos trabalhos de resgate desde as primeiras horas após a tragédia.

Segundo Medina, o tremor provocou destruição em diversas cidades, deixou famílias desalojadas, centenas de feridos e mortos, além de causar danos significativos em prédios e residências. Ele relatou que estava no hospital no momento do terremoto e descreveu a situação como um “caos impressionante”. Atualmente, equipes de saúde, bombeiros, defesa civil e voluntários atuam de forma integrada para atender a população atingida.
A cidade de Pereira, onde vive o médico, está localizada a cerca de 112 quilômetros em linha reta do epicentro do terremoto, registrado na região de Chocó. Mesmo a essa distância, o impacto foi sentido com grande intensidade pelos moradores:
“Foi muito forte. Há edifícios destruídos e ainda existem pessoas presas sob os escombros”, afirmou.
Medina explicou que seis abrigos foram montados para acolher pessoas que perderam suas casas ou não podem retornar aos imóveis devido aos riscos estruturais. Nos locais, são oferecidos alimentação, atendimento médico e apoio humanitário. O jovem médico atua diretamente em um desses abrigos ao lado de professores, estudantes e outros profissionais da saúde.
Além da assistência médica, o profissional também participa de ações de busca e resgate. Ele relatou que as equipes enfrentam dificuldades pela falta de equipamentos adequados e pela instabilidade nos sistemas de comunicação após o terremoto. Apesar disso, destacou a chegada gradual de ajuda humanitária e o empenho contínuo dos socorristas.O médico também contou que permaneceu incomunicável por cerca de oito horas após o desastre, sem saber se familiares estavam em segurança:
“Eu só via chegar ambulâncias e rezava para que nenhuma delas trouxesse alguém da minha família”, relatou.
Para ele, a tragédia marcou profundamente sua trajetória profissional e pessoal, evidenciando tanto a importância quanto os desafios da medicina em situações extremas.
Mesmo diante do cenário de destruição, Juan Medina ressaltou que a resposta das equipes de emergência tem sido intensa e ininterrupta. Ele destacou a mobilização conjunta de médicos, enfermeiros, bombeiros, paramédicos e voluntários na tentativa de salvar vidas e dar suporte às vítimas da maior tragédia natural recente vivida pela região.



