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Brasil é notificado em ocorrência com helicóptero de Donald Drump

Incidente acionou os protocolos da Organização de Aviação Civil Internacional

Uma grave falha de comunicação no tráfego aéreo dos Estados Unidos quase culminou em um desastre nas proximidades do Aeroporto Ronald Reagan, em Washington. O helicóptero presidencial Marine One, que transportava o presidente Donald Trump, e um avião comercial Embraer E-170, da companhia Envoy Air, registraram uma aproximação perigosa — classificada formalmente pelas autoridades como “perda de separação” —, ficando a apenas três quilômetros de distância um do outro.

Brasil é notificado em ocorrência com helicóptero de Donald Drump
Foto: Reprodução

O incidente acionou os protocolos da Organização de Aviação Civil Internacional (ICAO) e levou o National Transportation Safety Board (NTSB) a notificar oficialmente o Brasil. A intervenção do órgão brasileiro ocorre porque a aeronave comercial envolvida foi projetada e produzida pela fabricante nacional Embraer, cabendo ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) acompanhar os desdobramentos como representante do Estado projetor.

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“Apagão” de comunicação envolvendo incidente com helicóptero

Conforme o relatório preliminar de sete páginas divulgado pelo NTSB, o ponto crítico do incidente esteve associado a uma falha na transmissão de rádio entre os pilotos do helicóptero e a torre de controle de tráfego aéreo.

A aeronave presidencial operava temporariamente a partir de uma área conhecida como The Ellipse, devido a obras de infraestrutura em andamento na Casa Branca. Segundo as análises técnicas da Administração Federal de Aviação (FAA), o local provisório não contava com uma linha de visada adequada para garantir o sinal de rádio entre o ponto transmissor e o helicóptero.

Gravações do controle aéreo indicam que a tripulação do Marine One tentou contato duas vezes antes de subir aos céus:

  • Primeira tentativa: Não foi captada pela torre de controle.

  • Segunda tentativa: Chegou com ruídos e se tornou completamente ininteligível para os controladores.

Enquanto os pilotos repetiam a intenção de decolar, a torre continuava sem receber o alerta de rádio. Sem a confirmação de tráfego liberado, a trajetória do helicóptero interceptou perigosamente a rota do voo comercial 3742 da Envoy Air.

Posição Oficial e Medidas de Segurança

Apesar do risco de aproximação, tanto a FAA quanto o porta-voz da Casa Branca, Kush Desai, garantiram que a vida do presidente não esteve em perigo iminente em nenhum momento. As duas aeronaves corrigiram as trajetórias e seguiram viagem em segurança, sem relatos de feridos entre passageiros ou tripulantes.

O Secretário de Transportes dos EUA, Sean Duffy, confirmou que a inconsistência foi motivada exclusivamente por um gargalo nas telecomunicações e assegurou que ações corretivas imediatas já foram tomadas. A FAA ajustou o posicionamento das antenas de transmissão na região do aeroporto DCA, revisou os procedimentos de aviso prévio de decolagem e instaurou um painel de revisão de segurança junto ao Escritório Militar da Casa Branca.

As investigações lideradas pelo NTSB continuam em andamento, contando com o acompanhamento preventivo das autoridades aeronáuticas brasileiras.

Aeronave voando perto da Casa Branca — Foto: Adam Schultz/Official White House Photo

Tags: aeroporto Ronald Reagan, aviação comercial, avião de passageiros, Cenipa, Donald Trump, Embraer E-170, FAA, falha de comunicação tráfego aéreo, helicóptero, helicóptero presidencial, incidente aéreo EUA, Marine One, NTSB, segurança aérea