A temporada do Internacional ganha contornos dramáticos não apenas dentro das quatro linhas, mas também na gestão financeira do clube. Ameaçado pela proximidade com a zona de rebaixamento no Campeonato Brasileiro e amargando um incômodo jejum de vitórias, o Colorado agora enfrenta uma turbulência severa nos bastidores: o atraso no pagamento dos direitos de imagem do elenco.

A insatisfação com as pendências financeiras culminou em um ato de protesto inédito antes do clássico Gre-Nal. Em resposta às promessas descumpridas pela diretoria, os jogadores optaram por não realizar a concentração na véspera da partida contra o maior rival. O movimento coletivo expôs publicamente a tensão acumulada entre os atletas e a alta cúpula do clube.
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Promessas não cumpridas e reunião decisiva no Inter
O impasse não é recente. Nas últimas semanas, a gestão liderada pelo presidente Alessandro Barcellos havia fixado prazos para regularizar os débitos. Contudo, os valores não foram depositados, alimentando a quebra de confiança por parte do grupo de atletas.
Na véspera do confronto, uma reunião envolvendo comissão técnica, dirigentes e lideranças do plantel selou a decisão do elenco. Ao recusar a concentração pré-jogo, o grupo transformou uma cobrança interna em um manifesto público de insatisfação.
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Direção e comissão técnica confirmam débitos
Após o empate sem gols no Beira-Rio, a crise financeira foi confirmada. Tanto o técnico Paulo Pezzolano quanto o presidente Alessandro Barcellos admitiram a existência dos débitos salariais e a decisão dos atletas em não se concentrarem.
“O grupo de atletas tem parte de seus vencimentos em aberto”, declarou Barcellos ao término da partida, assegurando que a captação de recursos para quitar os valores atrasados é a prioridade máxima da gestão nos próximos dias.
Apesar das tentativas da diretoria e da comissão técnica em minimizar os impactos do protesto na performance esportiva, o episódio evidencia que a instabilidade financeira ultrapassou os escritórios e passou a afetar diretamente o ambiente do futebol. Para fugir da ameaça do rebaixamento, o Internacional precisará reestabelecer a paz administrativa com urgência.




