Na manhã desta segunda-feira (31), o programa Primeira Hora dedicou espaço à saúde dos olhos ao receber o oftalmologista Dr. Otávio Dvogeski na Rádio Acústica FM. Durante o bate-papo, o especialista explicou que o glaucoma é uma condição perigosa que ataca diretamente o nervo óptico, responsável por levar as informações captadas pelos olhos até o cérebro. Por não apresentar sintomas claros nas etapas iniciais, a doença age de maneira extremamente sutil, reduzindo gradativamente a percepção visual das extremidades para o centro.

Fatores de risco, pressão intraocular e o papel da genética
Ao detalhar as causas da doença, o Dr. Otávio esclareceu que a elevação da pressão intraocular é o principal motivador das lesões no nervo óptico, ressaltando que essa taxa não possui relação com a pressão arterial do corpo. Essa alteração ocorre devido ao acúmulo de líquido interno nos olhos quando há falhas na drenagem ou excesso de produção. Além disso, o especialista apontou que a predisposição genética desempenha um papel decisivo, exigindo atenção dobrada quando há casos na família.
Diagnóstico precoce, irreversibilidade e formas de tratamento
O ponto central trazido pelo especialista foi a necessidade de consultas de rotina anuais, uma vez que os danos causados pela doença não podem ser corrigidos posteriormente. O tratamento inicial é feito com o uso diário de colírios específicos para controlar a pressão do olho, garantindo o bem-estar da grande maioria dos diagnosticados. “O glaucoma não tem cura, tem tratamento, e esse tratamento é a longo prazo. A visão que a gente perde não tem como recuperar, é como um fio que foi sendo corroído e a medicina não tem nenhuma tecnologia hoje para restabelecer o que foi perdido”, enfatizou o oftalmologista ao reforçar que mais de 90% dos pacientes conseguem estabilizar a doença apenas mantendo o uso correto da medicação.
Receba todas as notícias da Acústica no seu WhatsApp tocando aqui!
Atenção especial após cirurgias refrativas
Dr. Otávio Dvogeski fez um alerta importante aos pacientes que passaram por procedimentos cirúrgicos para a correção de miopia alta. O médico destacou que, mesmo quando a pessoa deixa de depender dos óculos, a anatomia interna do olho permanece com o formato e as características originais, mantendo a vulnerabilidade do nervo óptico. Dessa forma, o acompanhamento preventivo com o oftalmologista deve ser mantido ao longo de toda a vida para evitar surpresas desagradáveis. O convidado concluiu reforçando que a avaliação médica periódica é a única ferramenta capaz de identificar as alterações na pressão ocular a tempo de preservar a qualidade de vida e a visão do paciente.



