prisão preventiva

Vereador de Porto Alegre é preso por suspeita de desvio de emendas no valor de R$ 2 milhões

O vereador e candidato a deputado estadual Giovane Byl (Podemos) é suspeito de desviar de mais de R$ 2 milhões destinados a projetos de saúde em Porto Alegre

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) deflagrou nesta sexta-feira (18) a Operação Cinesia para investigar o suposto desvio de mais de R$ 2 milhões destinados a projetos de saúde por meio de emendas parlamentares em Porto Alegre. A ação cumpriu quatro mandados de prisão preventiva e nove de busca e apreensão em Porto Alegre e Imbé. Entre os presos está o vereador e candidato a deputado estadual Giovane Byl (Podemos).

Vereador de Porto Alegre é preso suspeita de desvio de emendas no valor de R$ 2 milhões
Foto: Reprodução

Mandados ocorrem em Porto Alegre e Imbé

Segundo o MPRS, a investigação envolve ainda um assessor parlamentar, um advogado e dirigentes de uma organização da sociedade civil (OSC) que recebia recursos públicos para executar projetos na área da saúde. A entidade investigada é a Inovatec, que passou a ter nova direção em maio. Conforme o Ministério Público, a atual gestão não é alvo da apuração e tem colaborado com o fornecimento de documentos e informações às autoridades.

De acordo com a investigação, os recursos eram inicialmente depositados em contas específicas vinculadas aos projetos financiados pelas emendas. A maior parte dos valores teria sido transferida posteriormente para contas de livre movimentação da própria organização. A partir dessas contas, o dinheiro teria sido repassado a empresas, dirigentes da entidade, agentes públicos e outras pessoas relacionadas ao grupo investigado.

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O Ministério Público afirma ainda que uma empresa ligada à administração da entidade recebeu mais de R$ 1,9 milhão dos valores analisados. A apuração identificou indícios de que, após a solicitação de extratos bancários pelas autoridades, empréstimos teriam sido contratados em nome da organização para recompor parte dos recursos nas contas fiscalizadas. Segundo o MPRS, a medida teria criado uma aparência de regularidade na aplicação das verbas. A investigação continua sob sigilo.