Na tarde desta quinta-feira (24), produtores rurais da localidade de Santa Auta, no interior de Camaquã, protestaram em frente ao escritório da CEEE Grupo Equatorial. Atingidos pelo desabastecimento de energia elétrica desde a madrugada do último domingo (20), após a queda de uma árvore sobre a fiação durante um temporal, os moradores levaram folhas de fumo estragadas até a sede da concessionária como forma de expor os prejuízos acumulados nas estufas de secagem. Ao todo, a interrupção atinge 21 consumidores na região do Salão Konflanz.

Prejuízos nas estufas e falta de luz
A falta contínua de luz comprometeu a safra fumageira local e causou a perda de alimentos armazenados em freezers, além de deixar famílias sem acesso à água encanada devido à paralisação das bombas elétricas. Os agricultores relataram à reportagem da Rádio Acústica FM que o uso de geradores próprios alivia apenas parte do problema, gerando um custo elevado com combustível que se torna insustentável ao longo dos dias. “O fumo está estragando, as coisas no freezer estão descongelando e falta água até para puxar e esquentar numa bacia. Tem gerador, mas não aguenta tanta hora sem luz e sai muito caro por causa do diesel”, desabafou o produtor Mikel durante a mobilização.
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Queixa contra burocracia
Os moradores criticaram a postura das equipes técnicas enviadas ao local e o desencontro de informações nos canais oficiais da concessionária. Segundo relatos da comunidade, caminhonetes da empresa estiveram na região apenas para realizar vistorias preliminares e registrar protocolos, retirando-se em seguida sem executar os reparos necessários. Os produtores afirmam ainda que, ao entrarem em contato com a central de atendimento, receberam a informação incorreta de que não havia chamados registrados para a localidade.
Nova promessa de reparo
Após serem atendidos no escritório presencial em Camaquã, os representantes da comunidade de Santa Auta receberam o compromisso de que uma equipe será enviada à localidade até a tarde de sexta-feira (25) para restabelecer o serviço. Diante do histórico de prazos não cumpridos ao longo da semana, os agricultores sinalizaram que retornarão à sede da empresa caso a energia não seja religada no prazo estipulado.



