Na edição desta terça-feira (29) do programa Primeira Hora, o convidado foi o candidato a vice-governador Edegar Pretto (PT), que apresentou propostas para destravar os principais gargalos econômicos, estruturais e ambientais do Rio Grande do Sul. O político alertou para a urgência de simplificar processos burocráticos sem prescindir da responsabilidade social e ambiental, apontando que a falta de conciliação tem afastado investidores e atrasado o desenvolvimento regional frente a outros estados do Sul.

Pedágios Justos
Ao tratar dos desafios logísticos, o candidato defendeu uma reestruturação profunda nas concessões de rodovias e ferrovias no estado, priorizando tarifas acessíveis e o cumprimento rigoroso dos cronogramas de obras. Pretto criticou o formato de contratos antigos que sobrecarregaram financeiramente a metade Sul do estado sem entregar a infraestrutura prometida, reforçando que o Poder Público não pode se omitir das negociações nem transferir responsabilidades. Ele defendeu que os modelos de concessão assegurem equilíbrio entre o retorno do investidor e o interesse da população, propondo também soluções diretas e menos burocráticas para trechos de menor tráfego e a recuperação da malha ferroviária. Segundo Pretto, a intervenção estatal deve garantir eficiência e segurança jurídica: “Somos a favor de concessões, desde que bem executadas, com segurança jurídica para os investidores e tarifas que sejam justas para a população”.
Gestão eficiente
A crise na saúde pública do Rio Grande do Sul recebeu dura crítica de Edegar Pretto, que classificou as longas filas de espera como um problema decorrente da falta de planejamento e do descumprimento dos pisos orçamentários pelo atual governo. O candidato apontou que mais de 800 mil gaúchos aguardam por cirurgias, exames ou consultas especializadas, situando essa realidade não como fatalidade, mas como consequência de escolhas políticas equivocadas e do abandono do modelo de regionalização do atendimento. A solução passa pela aplicação rigorosa do percentual constitucional da receita em saúde, aliviando a carga financeira que hoje recai pesadamente sobre as prefeituras municipalistas. Como destacou ao detalhar suas propostas de governo: “É inaceitável a angústia de mais de 800 mil gaúchos aguardando na fila da saúde por uma escolha política que deixou de aplicar o piso mínimo de 12% do orçamento”.
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Parceria com a União
Pretto destacou que a composição da sua chapa ao lado de Juliana Brizola (PT) reflete a urgência de superar divisões partidárias estéreis em favor de um projeto focado nas reais necessidades do estado. O candidato pregou uma transição responsável que corrija distorções e acelere o crescimento, preservando as políticas públicas que vêm apresentando resultados positivos. Ele defendeu ainda a importância do alinhamento administrativo entre as esferas municipal, estadual e federal, além da manutenção do diálogo com o governo do presidente Lula para assegurar a vinda de recursos e a construção de policlínicas regionais. O político concluiu frisando que o foco da nova gestão será unir esforços pela reconstrução do Rio Grande do Sul, priorizando a estabilidade econômica, a transparência e a melhoria direta na qualidade de vida dos gaúchos.



