POLÍTICA

Eleições 2026: partidos investem até R$ 17,2 milhões na disputa por vagas ao Legislativo no RS

Levantamento da GZH mostra como os partidos distribuíram recursos do fundo eleitoral entre nomes ao plenário

Os partidos políticos que disputam vagas na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul nas Eleições 2026 já definiram suas estratégias de investimento para a corrida ao Parlamento gaúcho. Levantamento divulgado por GZH mostra que as siglas estão distribuindo recursos do fundo eleitoral entre candidatos considerados prioritários, com valores que variam de pouco mais de R$ 1 milhão até R$ 17,2 milhões por legenda.

Justiça Eleitoral - Eleições
Foto: Reprodução/Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A disputa pelas 55 cadeiras da Assembleia ocorre em um cenário de renovação significativa. A próxima legislatura deverá ter uma renovação próxima de 20%, impulsionada pela saída de parlamentares que concorrem a cargos como governador, senador ou deputado federal. Para conquistar representação no Legislativo estadual, os partidos precisam alcançar o quociente eleitoral, que em 2022 foi de 111.760 votos.

Entre as siglas, o PL lidera em volume de recursos destinados à eleição para deputado estadual. O partido reservou R$ 17,2 milhões para 56 candidatos e aposta em uma distribuição ampla dos valores. Nenhum integrante da nominata recebeu menos de R$ 100 mil. Os maiores aportes foram destinados a nomes como Professor Cláudio Branchieri, Kelly Moraes e Maurício Scalco, que receberam R$ 1,27 milhão cada.

O PP aparece na sequência com R$ 12,9 milhões distribuídos entre 29 candidatos. A legenda busca manter sua bancada de sete deputados estaduais e aposta em lideranças regionais e nomes ligados a famílias tradicionais da política gaúcha. Nicole Weber Covatti recebeu o maior valor da sigla, alcançando R$ 1,265 milhão, seguida por Sandro do Covatti, com R$ 900 mil.

Já o PSD investiu R$ 8,64 milhões em 36 candidaturas e priorizou nomes femininos e ex-prefeitas. Entre os maiores repasses estão a Delegada Nadine, a Delegada Ana Tarouco e a ex-prefeita de Pelotas Paula Mascarenhas, todas com R$ 900 mil. A ex-secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann, recebeu R$ 735,1 mil.

O PT, que atualmente possui a maior bancada da Assembleia Legislativa, destinou R$ 7,9 milhões para 36 candidatos. A estratégia da legenda é fortalecer candidaturas femininas e ampliar novas lideranças municipais. As deputadas Sofia Cavedon e Stela Farias lideram a distribuição de recursos, com R$ 625,5 mil cada.

Outras siglas também definiram prioridades específicas. O MDB destinou R$ 4,4 milhões para 49 candidatos e aposta na renovação de quadros diante da saída de parte de seus atuais parlamentares para a disputa federal. O Republicanos reservou R$ 4,9 milhões e concentrou investimentos em candidatos à reeleição e lideranças ligadas aos segmentos religioso e de segurança pública.

O PDT distribuiu R$ 4,2 milhões entre 46 candidatos, adotando uma estratégia mais equilibrada, com os principais nomes recebendo valores semelhantes. O Podemos investiu R$ 5,18 milhões e direcionou recursos para candidaturas com maior potencial de voto e comunicadores populares. Já o PSOL concentrou boa parte dos seus R$ 4,2 milhões nas campanhas dos deputados Luciana Genro e Matheus Gomes.

Partidos menores ou que enfrentam processos de reorganização interna também definiram seus planos para a disputa. O PSDB destinou R$ 1,5 milhão para reconstruir sua bancada após perder todos os deputados estaduais eleitos em 2022. O Novo investiu R$ 1,4 milhão em candidaturas ligadas ao campo liberal, enquanto o PCdoB reservou R$ 1,09 milhão para tentar retomar representação na Assembleia Legislativa.

Com o início da reta final da campanha, a distribuição dos recursos evidencia as prioridades de cada partido e revela quais candidaturas são consideradas estratégicas para a formação das futuras bancadas no Parlamento gaúcho.

Transparência – Eleições 2026

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS), disponibiliza o espaço Transparência. Nste espaço, o eleitor encontra as informações de forma mais clara e padronizada à sociedade, tornando mais fácil e transparente o acesso a esses dados. Confira neste link.

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