saúde

Uretrite: Dr. Rafael Fraga alerta para sintomas e riscos de infecção

Especialista explica as causas da inflamação no canal urinário de homens e mulheres e dá orientações sobre o tratamento correto

Na manhã desta terça-feira (13), o programa Primeira Hora recebeu o médico urologista Dr. Rafael Fraga para tirar dúvidas da população sobre a saúde do trato urinário, com foco na uretrite — inflamação ou infecção que atinge o canal da uretra em homens e mulheres. O médico explicou as diferenças anatômicas que influenciam a manifestação do problema nos dois sexos, destacando que a uretra masculina possui cerca de 15 centímetros, enquanto a feminina mede de três a quatro centímetros. Durante o bate-papo, o profissional chamou a atenção para o fato de que a doença é silenciosa no público feminino, enquanto nos homens costuma manifestar sinais mais evidentes.

Uretrite: Dr. Rafael Fraga alerta para sintomas e riscos de infecção
Foto: Ilustrativa

Formas de contágio, irritações químicas e a coleta correta de exames

Ao abordar a origem da condição, o urologista destacou que as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), como a gonorreia e a clamídia, figuram entre as causas mais comuns, surgindo de quatro a seis dias após o contato sexual desprotegido. Contudo, o especialista ressaltou que a enfermidade também pode ter causas não infecciosas, provocada por traumas físicos ou reações a produtos de higiene. Outro alerta fundamental trazido na entrevista foi quanto à forma correta de realizar o diagnóstico laboratorial, enfatizando que o exame para uretrite exige a coleta do primeiro jato urinário para capturar as bactérias do canal. “A uretrite pode ser ocasionada também por um trauma ou por uma irritação química, como em homens e mulheres que usam sabonetes com perfume que entram para dentro do canal. No exame de urina para uretrite, diferente da cistite, nós temos que coletar a primeira urina que sai no canal, porque a gente vai estar levando as bactérias presentes na uretra para dentro do potinho”, detalhou o Dr. Fraga.

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Gravidade de complicações sem acompanhamento

Dr. Fraga alertou para os riscos de introduzir objetos no canal urinário na tentativa de aliviar coceiras ou desconfortos locais, ressaltando que essa prática pode acarretar complicações graves e intervenções cirúrgicas de emergência. Para ilustrar os perigos da falta de diagnóstico adequado e das manobras caseiras, o profissional compartilhou um caso clínico marcante do seu atendimento com uma paciente que tentou aliviar a coceira provocada pela infecção usando um objeto escolar. “Sempre me recordo de uma paciente psiquiátrica que sentia muita coceira porque tinha uretrite e costumava coçar o canal da urina com uma caneta. A caneta entrou toda para dentro da bexiga e tivemos que anestesiar essa paciente e entrar com um aparelhinho lá para ‘pescar’ a caneta e tirar para fora”, contou ao reforçar a importância de buscar ajuda médica ao primeiro sinal de incômodo.

Tratamento com antibióticos, cura e cuidados com os parceiros sexuais

O médico tranquilizou os ouvintes ao explicar que o tratamento da uretrite é simples e altamente eficaz quando realizado sob orientação profissional. O protocolo envolve a prescrição de antibióticos específicos — que variam entre doses únicas injetáveis e tratamentos por via oral de aproximadamente dez dias —, devendo ser estendido simultaneamente aos parceiros sexuais para evitar a reinfecção. O especialista destacou que o alívio dos sintomas costuma ser percebido já a partir do terceiro dia de medicação, reforçando a necessidade do uso de preservativos como principal forma de prevenção. “A uretrite é tratada com antibióticos e esses pacientes já começam a melhorar a partir do terceiro dia do uso dos medicamentos.