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Fim da escala 6×1 é aprovado: entenda como funcionará o modelo 5×2 no Brasil

Transição do modelo 6x1 para 5x2 será gradual em duas etapas após a promulgação da PEC; saiba os prazos e como fica a jornada semanal de trabalho

O mercado de trabalho brasileiro vive uma transformação histórica após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que decreta o fim da jornada 6×1. A medida, que altera o teto constitucional estabelecido em 1988, extingue o modelo em que o profissional cumpre seis dias de expediente consecutivo para apenas um de descanso, abrindo caminho para a consolidação da escala 5×2 em todo o território nacional. O novo formato assegura dois dias de folga semanal remunerada a mais de 26 milhões de trabalhadores, sem qualquer prejuízo ou redução no salário nominal e nos pisos das categorias profissionais.

Fim da escala 6x1 é aprovado: entenda como funcionará o modelo 5x2 no Brasil
Foto: Reprodução/ Valter Campanato/Agência Brasil

Como funcionará o cronograma de transição gradual das jornadas

A migração para o novo modelo de trabalho não ocorrerá de forma abrupta, tendo sido estruturada em duas etapas regulamentares após a promulgação para permitir a adaptação dos setores produtivos. No prazo de 60 dias após a publicação oficial, as empresas passam a adotar obrigatoriamente os dois dias de repouso semanal, enquanto o limite máximo de horas trabalhadas por semana cai de 44 para 42 horas. Após 12 meses da aplicação dessa primeira fase, a jornada máxima é reduzida definitivamente para o teto de 40 horas semanais, mantendo o limite diário e garantindo que ao menos um dos dias de folga ocorra preferencialmente aos domingos.

Flexibilidade nas folgas e impactos diretos no comércio e serviços

A adoção do regime 5×2 não significa que todas as empresas paralisações aos sábados e domingos. Setores essenciais e de funcionamento contínuo — como saúde, segurança, transporte público, hotelaria e comércio varejista — manterão suas operações por meio de escalas de revezamento entre as equipes, desde que assegurada a folga dupla semanal e o repouso dominical periódico. Especialistas apontam que o aumento do tempo livre do trabalhador tende a aquecer diretamente a economia interna, estimulando o consumo em áreas de lazer, gastronomia, turismo regional e serviços locais.

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Qualidade de vida, saúde mental e os desafios do setor produtivo

Além de mitigar os índices de exaustão e quadros de síndrome de Burnout decorrentes da rotina 6×1, a reestruturação da jornada visa promover maior equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Enquanto entidades sindicais e defensores da pauta celebram o avanço nas condições de trabalho e no convívio familiar, associações comerciais e de micro e pequenas empresas reforçam a necessidade de um acompanhamento próximo durante o período de adaptação. O desafio das organizações residirá no ganho de eficiência operacional e no uso de inteligência logística para absorver os custos de adequação das equipes sem repassar impactos ao consumidor final.