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“Meu partido é o agro”, afirma Paulo Herrmann ao assumir a Agricultura no RS

Secretário de Agricultura a partir de 2027 defende a valorização da pequena propriedade com foco em educação, inovação e marcas regionais

Na manhã desta quinta-feira (05), o programa Primeira Hora recebeu o novo secretário de Agricultura do Rio Grande do Sul, Paulo Herrmann, para detalhar as diretrizes de sua gestão à frente da pasta e apresentar planos focados no desenvolvimento rural da Região Centro-Sul e do Estado. Nascido em uma pequena propriedade de cinco hectares em São Lourenço do Sul, o gestor destacou que assumiu o cargo com o propósito de retribuir a formação recebida na rede pública após construir uma trajetória de quase cinco décadas como executivo na iniciativa privada. Herrmann enfatizou sua atuação técnica sem filiação partidária e garantiu que a fusão administrativa preservará as frentes de atendimento, mantendo o fomento ao agronegócio e ao pequeno produtor em patamares equivalentes de prioridade.

"Meu partido é o agro", afirma Paulo Herrmann ao assumir a Agricultura no RS
Foto: Reprodução

Juventude, sucessão familiar e turismo rural nas pequenas propriedades

Tratando dos desafios sociodemográficos no meio rural, o convidado defendeu a integração entre as políticas agrícolas e a rede de educação para capacitar e motivar a permanência dos jovens nas propriedades familiares. Herrmann destacou a assinatura recente de parcerias com o governo alemão para a formação de lideranças jovens e enfatizou a necessidade de desburocratizar o setor para agregar valor à produção gaúcha por meio de marcas regionais de qualidade e do incentivo ao turismo no campo. Para o secretário, a pequena escala de terra não representa limitação financeira quando combinada com inovação, processamento artesanal e novas fontes de renda para as famílias. “Ter uma propriedade pequena não significa estar fadado à escassez; precisamos trabalhar a próxima geração do agro porque precisamos de jovens para dar continuidade. Vamos desburocratizar, incentivar o turismo rural e criar estruturas que agreguem valor aos nossos produtos no mercado”, ressaltou o gestor no ar.

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Gourmetização da produção leiteira e transição planejada na fumicultura

Ao analisar setores produtivos específicos, como a cadeia do leite e a lavoura de tabaco — fundamentais para a economia da Costa Doce —, Paulo Herrmann apontou a necessidade de ganhos em eficiência nutricional, melhoria genética e diferenciação de mercado para enfrentar as oscilações de custos e a concorrência externa. No segmento do leite, o secretário defendeu a certificação de origem para queijos e derivados artesanais como caminho para aumentar a margem de lucro do produtor. Já sobre a fumicultura, o gestor reconheceu o peso econômico imediato da cultura na sustentação do pequeno agricultor, mas defendeu o planejamento gradual de alternativas rentáveis de longo prazo, citando o cultivo de oliveiras e frutíferas para garantir a segurança financeira das futuras gerações. “Minha mãe dizia que a vaca dá leite pelo que passa na garganta, então precisamos focar na nutrição animal e na valorização de produtos artesanais. Sobre o tabaco, não defendo parar de plantar enquanto for viável, mas precisamos construir opções como a citricultura e a olivicultura para garantir o futuro dos nossos filhos”, explicou durante a transmissão na Rádio Acústica FM.

Pragmatismo executivo e foco na entrega de resultados para o produtor

O titular da pasta de Agricultura garantiu que sua gestão será pautada pela agilidade executiva, aproveitando políticas públicas bem-sucedidas de gestões anteriores e eliminando discussões burocráticas que travem as decisões de governo. Herrmann convocou a comunidade agrícola, entidades de classe e cooperativas a trabalharem de forma integrada para modernizar a produção e acelerar as entregas no campo. “Sou um executivo e minha missão é executar sem perder tempo com discussões semânticas ou reinventar a roda; não vou descartar o que é bom só porque foi feito por governos anteriores. O momento é de parar de lamentar e trabalhar com foco para entregar resultados concretos para quem produz no Rio Grande do Sul”, finalizou o secretário Paulo Herrmann.