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Agosto Lilás: Tua Saúde debate violência contra a mulher e prevenção

Em edição voltada à conscientização, o Tua Saúde entrevistou Vanessa Roloff Morais, psicóloga e coordenadora do CREAS e da Rede de Atenção à Mulher da região Centro Sul, e o Dr. Danilo Evangelista, médico especialista em medicina integrativa e performance metabólica, para discutir causas, prevenção e formas de apoio às vítimas

O programa Tua Saúde, apresentado por Fábia Richter, destacou nesta semana a campanha Agosto Lilás – Contra a Violência à Mulher. Em edição voltada à conscientização, o programa entrevistou Vanessa Roloff Morais, psicóloga e coordenadora do CREAS e da Rede de Atenção à Mulher da região Centro Sul, e o Dr. Danilo Evangelista, médico especialista em medicina integrativa e performance metabólica, para discutir causas, prevenção e formas de apoio às vítimas.

Agosto Lilás: Tua Saúde debate violência contra a mulher e prevenção. Foto: Ilustrativa/Canva.
Agosto Lilás: Tua Saúde debate violência contra a mulher e prevenção. Foto: Ilustrativa/Canva.

Segundo Vanessa Roloff Morais, agosto foi escolhido como mês de conscientização em homenagem à Lei Maria da Penha, sancionada em 7 de agosto de 2006, que assegura direitos às mulheres vítimas de violência.

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Tua Saúde recebe Vanessa Roloff Morais, psicóloga e coordenadora do CREAS e da Rede de Atenção à Mulher da região Centro Sul

Ela ressalta que a violência contra a mulher não se restringe à agressão física, mas começa muitas vezes com humilhações, xingamentos e controle psicológico. “O ciclo de violência envolve tensão, agressão e reconciliação, e o alcoolismo não é desculpa: o comportamento agressivo está no homem, e o álcool apenas o encoraja”, afirma Vanessa.

Cultura e empoderamento

Vanessa explica que a violência é profundamente enraizada na cultura machista, desde a infância, com papéis de gênero rígidos. Para mudar essa realidade, é essencial fortalecer e empoderar meninas desde jovens, mostrando que não são o “sexo frágil” e têm direito de dizer sim ou não.

A psicóloga também lembra que a violência pode ocorrer em qualquer relação de um homem com uma mulher, incluindo filhos contra mães, principalmente na velhice.

Canais de denúncia e apoio

A Rede de Atenção à Mulher oferece diversos canais de denúncia e acolhimento:

  • Campanha “Não Se Cale”: incentiva a sociedade a não se omitir diante de casos de violência.
  • Disque 180: canal nacional anônimo; em 2025, registrou 72.839 denúncias no primeiro semestre, sendo 34.000 de violência física.
  • Delegacias de Polícia e Delegacia Online: registro de ocorrências e solicitação de medidas protetivas, com apoio da Patrulha Maria da Penha.
  • Serviços locais de saúde e assistência social: UBS, CRAS e CREAS oferecem acolhimento e orientação.

Contatos: Vanessa Roloff Morais e Rede de Atenção à Mulher: @VanessaRoloff / @HanRedeDeAtencaoAMulher.

Influências hormonais e comportamento agressivo

O Dr. Danilo Evangelista explicou diferenças hormonais entre homens e mulheres e impactos no comportamento:

  • Homens possuem níveis de testosterona entre 300 e 800 ng/dL, influenciando força; mulheres possuem 20 a 70 ng/dL.
  • Uso indevido de esteroides ou hormônios em excesso pode causar irritabilidade, agressividade e até surtos psicóticos, afetando relações familiares e sociais.
  • Mulheres também sofrem variações hormonais que podem gerar irritabilidade, ansiedade e agitação, mas estes efeitos têm tratamento e não justificam violência.

Dr. Danilo atende em Cristal e também oferece consultas online. Contato: @Dr.danilo.evangelista.

Violência é resultado de múltiplos fatores

Os especialistas reforçam que a violência é resultado de múltiplos fatores, e sinais de agressividade surgem antes da violência física. A inteligência emocional é fundamental para respeitar limites, compreender influências hormonais e buscar ajuda quando necessário.

Para as mulheres, o mais importante é ser feliz e segura. “O ditado ‘em briga de marido e mulher não se mete a colher’ está ultrapassado; a omissão é crime”, alerta Vanessa Roloff Morais.

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Tags: Agosto lilás, Camaquã, Tua Saúde