Economia

Agronegócio representa 40% do PIB do Rio Grande do Sul, aponta estudo

O material reúne informações coletadas entre 2024 e 2025 sobre 65 culturas agrícolas

 O agronegócio é responsável por cerca de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul, segundo levantamento do governo do Estado, divulgado nesta terça-feira na Expointer. O estudo detalha a diversidade produtiva, os gargalos e as perspectivas do setor.

Secretário Edivilson Brum participou do lançamento - Foto: Elstor Hanzen/Ascom Expointer

O material reúne informações coletadas entre 2024 e 2025 sobre 65 culturas agrícolas, incluindo grãos, frutas e hortaliças. Além disso, traz dados das principais cadeias pecuárias, como bovinos de corte e leite, suínos, aves, ovinos, caprinos, bubalinos, equinos, apicultura e piscicultura. Também aborda irrigação, armazenagem de grãos, importações e exportações.

Apesar dos impactos climáticos, o Rio Grande do Sul manteve protagonismo na produção nacional de grãos, carnes e lácteos. O Estado lidera a produção de arroz (70% do total nacional), trigo (51%) e aveia (90%), e ocupa posição de destaque em soja, milho, bovinos, suínos, aves e leite, consolidando-se como um dos principais fornecedores de proteínas do país.

O estudo identifica, porém, desafios que limitam a competitividade. Entre eles estão a dependência das condições climáticas, gargalos logísticos e a necessidade de linhas de crédito mais acessíveis e estáveis.

Em termos econômicos, o agronegócio gerou em 2023 um PIB agropecuário de R$ 195 bilhões, com expectativa de crescimento para 2025. O setor também é responsável por 74% das exportações gaúchas, movimentando cerca de US$ 13,2 bilhões em 2024, e emprega aproximadamente 1,1 milhão de pessoas, o que representa 28% da força de trabalho do estado.

A Radiografia da Agropecuária Gaúcha projeta para 2025 uma retomada do crescimento, impulsionada por investimentos em inovação tecnológica, pesquisa e diversificação de mercados. A abertura de novas frentes de produção e a valorização de cadeias como a olivicultura e a fruticultura são apontadas como estratégias para ampliar a base econômica e agregar valor às exportações.

O levantamento também ressalta a necessidade de investimentos em infraestrutura, especialmente em logística, irrigação e armazenagem, considerados essenciais para ampliar a competitividade do setor no cenário nacional e internacional.