SAÚDE

Álcool e tabaco podem causar perda irreversível da visão, alerta oftalmologista

Otávio Dvogeski explicou os impactos na saúde ocular e alertou para sintomas que exigem atendimento imediato

O médico oftalmologista Otávio Dvogeski participou do programa Tua Saúde, da Rádio Acústica FM, neste sábado (29), para falar sobre os impactos do consumo de álcool e tabaco na saúde ocular. Durante a entrevista, o especialista destacou que os danos causados por essas substâncias podem ser tanto agudos quanto crônicos, sendo que os efeitos prolongados costumam ser mais graves e, em muitos casos, irreversíveis.

Álcool e tabaco podem causar perda irreversível da visão, alerta oftalmologista
Foto: Reprodução

Ao abordar o tabagismo, Dvogeski explicou que substâncias presentes no cigarro, como nicotina, monóxido de carbono e metais pesados, provocam estresse oxidativo, inflamação e comprometimento da circulação sanguínea nos tecidos oculares. Segundo ele, esse processo favorece lesões celulares que podem resultar em doenças importantes da visão.

Entre as principais consequências do cigarro está a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), doença que afeta a região central da retina responsável pela visão de alta qualidade. Conforme o oftalmologista, fumantes apresentam risco até duas vezes maior de desenvolver a enfermidade, que pode causar perda permanente da visão central. Além disso, pessoas predispostas à doença tendem a manifestá-la anos antes em comparação com não fumantes.

O oftalmologista também alertou para os riscos associados ao álcool. Entre os sintomas relacionados ao consumo excessivo estão visão dupla, perda de contraste, visão embaçada, pontos escuros no campo visual e movimentos involuntários dos olhos. Em situações mais graves, a intoxicação pode comprometer o nervo óptico e causar sequelas permanentes.

Durante a entrevista, Dvogeski relembrou os casos de intoxicação por metanol registrados recentemente no país. Ele explicou que a substância é extremamente tóxica e pode provocar danos severos ao nervo óptico, levando inclusive à cegueira em algumas vítimas. Nesses casos, sintomas visuais costumam ser um dos primeiros sinais de alerta e exigem atendimento médico imediato.

Outro ponto destacado pelo médico foi a chamada neuropatia óptica relacionada ao álcool e ao tabaco. Segundo ele, o consumo excessivo dessas substâncias, aliado a uma alimentação deficiente, pode provocar falta de vitamina B1 (tiamina), essencial para o funcionamento adequado das fibras nervosas do nervo óptico. Em estágios iniciais, a condição pode apresentar melhora com a correção nutricional e a interrupção dos hábitos prejudiciais.

Dvogeski reforçou que não existe uma quantidade comprovadamente segura para o consumo de álcool ou cigarro quando o assunto é saúde ocular. Embora os danos sejam dependentes da dose, o médico afirmou que a forma mais segura de preservar a visão é evitar o uso dessas substâncias e adotar hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática de exercícios físicos, hidratação adequada e consultas oftalmológicas regulares.
Ao final da participação, o oftalmologista destacou a importância de avaliações preventivas e evitar comportamentos que possam prejudicar a visão.

Confira a participação do oftalmologista Otavio Dvogeski

Tags: álcool, Cigarro, oftalmologista