Covid-19: uma nova alta nos quadros respiratórios graves acende o alerta das autoridades sanitárias brasileiras. De acordo com dados recentes da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o país enfrenta uma disparada expressiva nos atendimentos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Os principais causadores dessa pressão no sistema de saúde são o metapneumovírus, o rinovírus e o Sars-CoV-2 (Covid-19).

O avanço do metapneumovírus afeta principalmente o Sudeste (com destaque para São Paulo e Rio de Janeiro), o Sul (Paraná e Santa Catarina) e o Nordeste (Bahia, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Sergipe). Paralelamente, o coronavírus dá sinais de recrudescimento no Distrito Federal e nos estados de Mato Grosso, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina, ainda que a taxa geral de internações por Covid-19 siga relativamente controlada nessas regiões.
Crianças e idosos são as maiores vítimas
O levantamento epidemiológico revela que o grupo da primeira infância — especialmente crianças de até dois anos — é o mais vulnerável ao contágio. Para essa faixa etária, a principal ameaça envolve o rinovírus, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e o metapneumovírus. Preocupa ainda o fato de o rinovírus ter se tornado a maior causa de óbitos pediátricos decorrentes de complicações respiratórias.
No outro extremo, os idosos com 65 anos ou mais lideram as estatísticas de mortalidade geral por SRAG. Diante desse quadro, os especialistas reforçam a necessidade de manter o esquema vacinal atualizado, principalmente para a população de maior risco.
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Situação da covid-19 nas capitais e dados estaduais
No Centro-Oeste, a situação exige atenção dobrada: no Mato Grosso, a Covid-19 é o grande motor por trás do aumento das internações graves, enquanto no Mato Grosso do Sul o rinovírus impulsiona os casos. Além disso, Roraima, Sergipe e Santa Catarina operam em faixas de risco elevado para SRAG.
Entre as capitais brasileiras, Aracaju (SE) e João Pessoa (PB) registram os índices mais preocupantes, combinando níveis elevados de contágio com uma curva ascendente nas internações ao longo das últimas seis semanas.
Raio-X dos vírus circulantes no Brasil
A amostragem laboratorial das últimas quatro semanas revela o predomínio avassalador de dois agentes infecciosos no país:
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Rinovírus: 50,1% dos diagnósticos positivos e 43% das mortes confirmadas.
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Sars-CoV-2 (Covid-19): 8,5% das infecções e 24,1% das fatalidades.
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Influenza B: 4,7% dos casos e 12,7% dos óbitos.
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Vírus Sincicial Respiratório (VSR): 10,1% das infecções e 3,8% das mortes.
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Influenza A: 4,2% dos casos e 1,3% dos óbitos.
No acumulado do ano epidemiológico de 2026, o Brasil já ultrapassou a marca de 171 mil notificações de SRAG. Do total de testes com confirmação viral, a maioria dos episódios é atribuída ao VSR (38,7%) e ao rinovírus (33,5%), seguidos pela influenza A (15,5%), influenza B (5,5%) e Covid-19 (3,9%).




