A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) realizará três audiências públicas para apresentar o novo contrato de pedágio das rodovias federais da Zona Sul. As datas foram divulgadas nesta semana pelo órgão.

O primeiro encontro será em Brasília, no dia 12 de março. A segunda audiência ocorrerá em Pelotas, no dia 18. A última está marcada para 20 de março, em Porto Alegre. A consulta pública ficará aberta de 9 de março a 22 de abril. Nesse período, qualquer interessado poderá enviar sugestões ao projeto.
O novo modelo trata da concessão da BR-116 e da BR-392. Segundo projeção divulgada no ano passado pelo Ministério dos Transportes, o edital deve ser lançado em maio. O leilão está previsto para agosto. O contrato prevê a substituição das praças de pedágio por pórticos no sistema free flow, que cobra a tarifa sem parada do veículo. Ainda não há definição sobre os valores.
Estão previstos 14 pontos de cobrança ao longo das rodovias. As obras devem ocorrer entre o 3º e o 7º ano de vigência do contrato.
Valor da tarifa
Atualmente, a tarifa para veículos de passeio é de R$ 19,60 por praça.
O polo possui cinco praças de pedágio. Duas estão localizadas no trecho entre Camaquã e Pelotas, em percurso de aproximadamente 120 quilômetros. Uma viagem de ida e volta entre os dois municípios pode alcançar quase R$ 80 apenas em pedágios, sem considerar combustível e manutenção do veículo.
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Histórico da concessão
O contrato foi assinado em janeiro de 1998 com o governo do Estado, por meio do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (DAER). Em 18 de maio de 2000, o Polo Rodoviário de Pelotas foi federalizado e passou à gestão da União. O prazo contratual foi readequado para março de 2026.
A cobrança começou em 4 de março de 2001.
Em 2014, um aditivo retirou da concessão a BR-293 (Pelotas–Bagé) e o acesso aos Molhes da Barra, em Rio Grande. No mesmo ato, foi incorporada a nova pista duplicada da BR-392, no trecho entre Rio Grande e Pelotas.
Investimentos e números
Entre 2001 e 2025, a concessionária informa ter investido R$ 2,5 bilhões na operação do polo. Segundo dados da empresa:
- R$ 773,5 milhões foram aplicados em pavimentação;
- R$ 240 milhões foram repassados em Imposto Sobre Serviços (ISS) a 19 municípios.
“Esses mais de R$ 2,5 bilhões investidos ajudaram a transformar a infraestrutura rodoviária da região Sul”, afirmou Toni Costa, gerente de Administração de Contrato da Ecovias Sul.
Márcio Joaquim, coordenador de Obras, declarou: “Investimos de forma consistente em pavimento, conservação e limpeza para garantir rodovias seguras e confortáveis”.
Os dados são da concessionária.
O que muda após o fim da concessão
A partir da 0h01 do dia 4 de março, não haverá cobrança nas praças atualmente operadas pela Ecovias Sul. Com o encerramento do contrato, a gestão das rodovias retorna integralmente à União, por meio do DNIT. O órgão federal passa a ser responsável pela manutenção e conservação dos trechos até nova definição de modelo de gestão.
O novo modelo não prevê ambulâncias, guinchos ou equipes de resgate permanentes na rodovia. O policiamento seguirá com a Polícia Rodoviária Federal, e o atendimento médico ficará a cargo dos serviços municipais




