A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu luz verde para o primeiro medicamento genérico à base de semaglutida no Brasil, abrindo caminho para uma concorrência agressiva e preços mais acessíveis no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade.

O registro pioneiro foi concedido ao laboratório EMS, que comercializará o fármaco com o nome comercial Ozivy. Diferente do medicamento de referência tradicional (Ozempic), produzido via biotecnologia, a inovação da EMS baseia-se em uma síntese química da molécula, viabilizando legal e tecnicamente a criação do genérico.
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O que muda com a chegada da semaglutida genérica?
A regulamentação brasileira exige que remédios genéricos ofereçam um desconto mínimo de 35% em relação ao produto de referência. Além do genérico da EMS, a Anvisa também aprovou uma versão similar produzida pela farmacêutica Germed.
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Medicamento Genérico (EMS): Apresenta perfeita bioequivalência, mesma dose e forma farmacêutica que o de referência, devendo ser comercializado obrigatoriamente mais barato.
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Medicamento Similar (Germed): Possui a mesma eficácia, segurança e princípio ativo, mas pode apresentar variações pontuais em aspectos como embalagem, marca comercial e excipientes.
Opções de dosagem e apresentações autorizadas
Tanto a EMS quanto a Germed tiveram quatro formatos de apresentação aprovados de semaglutida para distribuição nas farmácias:
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Caneta individual de 1,5 mL (1,34 mg/mL) com aplicador e 6 agulhas
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Kit com 2 canetas de 1,5 mL (1,34 mg/mL), 2 aplicadores e 10 agulhas
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Caneta individual de 3 mL (1,34 mg/mL) com aplicador e 4 agulhas
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Kit com 2 canetas de 3 mL (1,34 mg/mL), 2 aplicadores e 8 agulhas
Embora o aval sanitário já esteja garantido, as farmacêuticas ainda definem os custos finais ao consumidor e os cronogramas de distribuição logística para abastecer o varejo farmacêutico nacional.




