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Vitória colorada

Após eliminar River, Inter ganha moral com torcida colorada

Adversário colorado nas quartas de final da América do Sul será o Bolívar-BOL
Foto: Ricardo Duarte/Inter
Foto: Ricardo Duarte/Inter

Uma noite inesquecível para um Clube que fez por merecer! Superado por 2 a 1 na partida de abertura das oitavas de final da Libertadores, disputada no Monumental de Núñez, o Colorado colocou a força do Beira-Rio à prova nesta terça-feira (08).

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Com o apoio de mais de 50 mil pessoas o Inter devolveu o placar da ida no tempo normal, venceu o River Plate por 9 a 8 nos pênaltis e avançou de fase na principal competição do continente.

O adversário colorado nas quartas de final da América do Sul será o Bolívar-BOL, que avançou de fase nos pênaltis após empatar o placar agregado de duelo contra o Athletico-PR por 3 a 3.

As datas dos jogos, previstos para o final de agosto, ainda serão divulgadas pela CONMEBOL, mas o Inter sabe que será mandante na partida de volta. Pelo Brasileirão, o clube volta a campo às 21h do próximo sábado (12/08), fora de casa, contra o Botafogo.

Torcida bate recorde no Gigante

As 50.479 pessoas que lotaram o Gigante nesta noite estabeleceram um recorde na história recente do Inter. O público, afinal, foi o maior já registrado no novo Beira-Rio.

Mobilizada ao longo de toda a semana que sucedeu o duelo da Argentina, a torcida colorada foi protagonista absoluta da classificação contra o River Plate-ARG – e não apenas pelo apoio que demonstrou nas arquibancadas de nossa casa.

Horas antes de a bola rolar, milhares de torcedores e torcedoras ocuparam os arredores do Beira-Rio e ofereceram ao elenco o melhor estímulo possível para a decisão que se avizinhava. Recepcionado por mais uma edição histórica das Ruas de Fogo, o ônibus do Inter chegou ao Gigante abraçado por seu povo, que aos jogadores oferecia um recado claro: joguem por nós, cantaremos por vocês. E eles jogaram.

Inter domina, arbitragem prejudica

Os dois times foram a campo com novidades em sua escalação. No Inter, Coudet promoveu Mauricio aos titulares. O camisa 27 ocupou o corredor direito do meio de campo colorado, alinhado com Wanderson, que atacava pela esquerda, e próximo de Alan Patrick e Valencia. Do outro lado, Demichelis quis ser ofensivo e começou a partida com o extrema Pablo Solari no lugar do meio-campista Nacho Fernández. Ousado demais (especialmente no Beira-Rio).

A estratégia colorada respeitou a cartilha dos bons mandantes. Agressivo, o Inter pressionou intensamente a saída de jogo do River Plate, deixando os visitantes desconfortáveis. Logo aos três minutos, acredite se quiser, o goleiro Armani já era advertido por cera. Os argentinos queriam esfriar o Clube do Povo e, para isso, se mostravam dispostos a abusar do antijogo. Inteligente, o time de Coudet respondeu na bola.

A primeira chance clara da noite surgiu aos 18 minutos. Depois de grande jogada de Wanderson, que deixara Casco deitado antes de cruzar, Bustos aproveitou o corte ruim da zaga para ficar com a segunda bola. A poucos centímetros da meia-lua, o argentino serviu Aránguiz. Mesmo atropelado pela marcação, o chileno conseguiu desviar de letra e servir Alan Patrick, que bateu para milagre de Armani. O lance, na sequência, foi anulado por impedimento inexistente.

O jogo colorado fluía pela direita. Agressivo, Bustos chegava com frequência à linha de fundo, e o espaço para isso vinha como consequência da movimentação de Mauricio, sempre arrastando a marcação para fora do corredor. Retraído no próprio campo, o River quase não conseguia armar contragolpes, e via seus raros momentos de lucidez ofensiva serem abreviados por intervenções perfeitas de Gabriel Mercado.

Aos 29, as linhas altas valeram ao Inter importante recuperação de bola no campo de ataque. Rapidamente, Mauricio deixou com Valencia, que deu uma meia-lua no marcador para entrar na área e, de perna direita, bater rasteiro. Armani espalmou, mas a bola seguiu com o Clube do Povo e logo retornou para Enner. Dentro da área, o equatoriano recebeu de Alan Patrick, fez o giro e tentou de canhota. De novo, o goleiro salvou.

O gol colorado amadurecia rapidamente. Participativo, Valencia teve outra boa chance quando ignorou a falta de ângulo e, pela esquerda da área hermana, bateu de chapa. A bola não fez a curva esperada. Nocauteado, o River Plate vacilou aos 33. Em velocidade, Bustos recebeu inversão de Alan Patrick, encarou Enzo Díaz e foi derrubado. Para todos, pênalti. Para a arbitragem, lance normal.

O bom momento do Inter obrigou Demichelis a trocar. Nacho Fernández entrou na vaga de Enzo Pérez, lesionado, aos 38 minutos de confronto, e criou a melhor oportunidade do River no primeiro tempo. Já nos acréscimos, o camisa 10 adversário bateu falta fechada, em direção a Beltrán. O centroavante não desviou e a bola ameaçou tomar o caminho do gol, mas Rochet, atento, defendeu. O intervalo chegava com o placar injustamente zerado.

Duelo de gigantes

As rédeas da partida seguiram sob posse do Inter no segundo tempo. Aos dois minutos, Wanderson testou de fora da área e levou perigo, mas exagerou na força. Pouco depois, Valencia recebeu de Mauricio e bateu cruzado. Para fora! Irritante, o antijogo finalmente valeu cartão amarelo para Armani. Àquela altura, porém, o correr do relógio já era inimigo colorado.

Engasgado na garganta do povo colorado, o grito de alívio foi parcialmente liberado aos 15, quando Mauricio balançou as redes. O gol foi invalidado por impedimento de Enner Valencia, que participara da jogada. Definitivamente, as coisas estavam difíceis pelo chão. Felizmente, marcamos no alto.

Tags: Colorado, Esporte, futebol, Inter