O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) apresentou, nesta terça-feira (13), duas denúncias criminais relacionadas ao ataque a tiros ocorrido em novembro de 2025 no Ginásio Municipal “Laranjão”, em Sentinela do Sul. Três homens foram denunciados por homicídio consumado e tentativa de homicídio. Em outra ação penal, o MPRS denunciou uma das vítimas dos disparos, diretor de uma secretaria municipal, por injúria racial contra um socorrista do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.

Segundo a denúncia assinada pelo promotor de Justiça Pedro Henrique Lacerda Paoliello, o crime ocorreu na noite de 14 de novembro de 2025, durante um evento esportivo no ginásio municipal. Um dos denunciados teria executado os disparos de arma de fogo, seguindo ordens do mandante do crime e com apoio de um terceiro envolvido.
Os tiros mataram um jovem e deixaram gravemente ferido o diretor da Secretaria Municipal de Educação, Turismo, Desporto e Cultura, que estava no interior do ginásio no momento do ataque e pode ter sido atingido por “bala perdida”. De acordo com o Ministério Público, o homicídio e a tentativa de homicídio teriam sido motivados por desavenças entre os envolvidos.
Ainda conforme a denúncia, a vítima fatal tinha envolvimento com a criminalidade. Já o diretor municipal foi atingido na cabeça e precisou de atendimento médico de urgência.
Três denunciados por homicídio consumado e tentado
O MPRS atribui aos três acusados a prática de homicídio consumado e tentativa de homicídio, em razão dos disparos que resultaram na morte de um jovem e feriram o diretor da pasta municipal. As denúncias foram encaminhadas ao Poder Judiciário, que agora avaliará o recebimento das ações penais.
Receba todas as notícias da Acústica no seu WhatsApp tocando aqui!
Os nomes dos denunciados não foram divulgados pelo Ministério Público.
Diretor é denunciado por injúria racial contra socorrista do Samu
Em uma segunda denúncia, relacionada ao mesmo episódio, o MPRS denunciou o diretor municipal ferido pelos tiros por injúria racial. Segundo a apuração, durante o atendimento de emergência, ele teria se recusado a ser socorrido por um integrante negro da equipe do Samu, proferindo a frase: “Não tem um homem branco para me carregar?”.
O promotor enquadrou a conduta no crime de injúria racial. Além da condenação criminal, o Ministério Público pediu à Justiça a perda do cargo público e a fixação de indenização mínima de R$ 30 mil por danos morais.
Antecedente por injúria racial já havia sido apurado
De acordo com o promotor Pedro Henrique Lacerda Paoliello, o diretor municipal já havia sido investigado anteriormente por injúria racial. Na época, ele ocupava o cargo de secretário municipal de Saúde. O inquérito, no entanto, acabou arquivado.
As duas denúncias seguem agora para análise do Judiciário. Caso sejam recebidas, os acusados passarão à condição de réus e responderão a processos criminais distintos, ainda que inseridos no mesmo contexto.



