Na manhã desta terça-feira (29), o programa Primeira Hora recebeu o urologista Dr. Rafael Fraga para abordar os impactos, formas de prevenção e os tratamentos adequados para a fimose. Durante a entrevista, o especialista explicou que a condição é caracterizada pelo excesso de pele que impede ou dificulta a exposição completa da glande, variando de quadros leves a mais graves. O médico salientou que todos os meninos nascem com uma aderência natural na região, recomendando prudência aos pais para não apressar intervenções cirúrgicas antes dos cinco anos de idade.

Orientação na infância
Além da atenção com os pequenos, o urologista chamou a atenção para o acompanhamento diário da higiene durante o banho e o surgimento tardio da condição em pacientes com mais de 65 anos. Dr. Rafael Fraga explicou que dores ao urinar, coceiras ou choro das crianças servem de sinal de alerta para a busca de consulta médica. Já na terceira idade, o aparecimento da fimose tem se tornado um relato frequente nos consultórios, prejudicando diretamente a vida sexual e a saúde geral do idoso. “O pai deve botar o baixinho no banheiro para tomar banho, ensinar ali a molhar e puxar a cabecinha para evitar a cirurgia. Mas nos idosos, homens com mais de 65 anos, tem sido cada vez mais frequente a gente se deparar com isso. A fimose atrapalha o sexo porque na hora da ereção sente dor, acaba cortando, machucando e causando infecções. Frequentemente eu faço cirurgia em paciente com 70, 80 e poucos anos”, pontuou o convidado.
Prevenção do câncer de pênis
Outro ponto crucial destacado durante a transmissão na Acústica FM foi a relação direta entre a limitação da higiene íntima e o surgimento de enfermidades mais graves, como o câncer de pênis e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). O médico alertou que o acúmulo de sujeira gera uma inflamação crônica no local, tornando a cirurgia de postectomia uma medida profilática fundamental para proteger a saúde do homem em qualquer faixa etária. “A fimose é um dos principais fatores de risco para câncer de pênis. A maneira que a gente tem de evitar o câncer de pênis nos pacientes que têm fimose é operando, porque a higiene não é adequada e a irritação crônica é a principal causa. Além disso, a chance de pegar doenças como HIV, HPV e sífilis tem uma incidência muito menor naqueles homens que realizaram a cirurgia”, enfatizou Dr. Rafael Fraga.
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Procedimento cirúrgico simples
Encerrando sua participação no programa, o médico tranquilizou os ouvintes ao detalhar a simplicidade e a segurança dos procedimentos cirúrgicos para a correção da fimose. Enquanto em crianças pequenas a cirurgia exige anestesia geral por questões de contenção e conforto, nos adultos e idosos o processo costuma ser realizado de forma rápida e indolor utilizando apenas anestesia local. O especialista reforçou que a intervenção é um tratamento definitivo que devolve a qualidade de vida, o conforto nas relações interpessoais e a facilidade nos cuidados sanitários do dia a dia.



