O azeite gaúcho produzido pela Estância das Oliveiras alcançou um feito inédito no cenário internacional ao conquistar a pontuação máxima — 100 de 100 — no European International Olive Oil Competition, realizado em Genebra. O reconhecimento garantiu ao produto o título de “Best in Show”, considerado o mais importante da competição.

A premiação foi destacada pelo empresário Rafael Goelzer, diretor da Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (FederaSul), durante entrevista ao programa Conexão Rural neste sábado (25). Segundo ele, o resultado é histórico, já que nunca um azeite atingiu a nota perfeita de forma unânime entre os jurados do concurso.
O produto premiado é um azeite monovarietal da cultivar Frantoio, elaborado com apenas um tipo de azeitona. A competição reuniu mais de 200 marcas de 16 países, incluindo potências tradicionais na produção de azeite, como Espanha, Itália, Grécia e Portugal. As avaliações foram feitas às cegas, sem identificação da origem dos produtos, garantindo imparcialidade no julgamento.
De acordo com Goelzer, a conquista reforça a qualidade crescente da produção brasileira, especialmente do Rio Grande do Sul, responsável por cerca de 80% do azeite nacional. A Estância das Oliveiras iniciou o plantio há cerca de 25 anos, mas passou a comercializar seus produtos apenas em 2019, focando em azeites premium e de produção limitada.
Durante a entrevista, o empresário também alertou para a alta incidência de fraudes no mercado de azeite de oliva, destacando a importância de o consumidor observar informações como a safra do produto para garantir qualidade. Ele ainda classificou o mercado brasileiro como um “oceano azul”, com grande potencial de crescimento, já que o consumo per capita no país ainda é baixo em comparação à Europa.
Atualmente, a produção da Estância das Oliveiras não atende toda a demanda interna, e parte dos azeites é exportada para mercados exigentes, como Japão, Singapura e Coreia do Sul. Além do prêmio recente, a marca já figura entre as mais premiadas do mundo em rankings internacionais.
A conquista em Genebra consolida o avanço da olivicultura brasileira e posiciona o Rio Grande do Sul como referência global na produção de azeites de alta qualidade.



