O vereador Hilson Lucas (Republicanos) apresentou à Câmara de Vereadores de Camaquã o Projeto de Lei Legislativo 11/2025, que prevê a disponibilização de exemplares da Bíblia Sagrada em todas as escolas da rede municipal. A proposta foi detalhada nesta quinta-feira (7) em entrevista à Rádio Acústica FM.

Segundo o texto, a medida tem como objetivo permitir o uso da Bíblia como material paradidático, de apoio em disciplinas como história, literatura, filosofia, artes e ensino religioso. Além disso, enfatiza que a leitura deverá seguir o planejamento pedagógico da Secretaria Municipal da Educação e Desporto.
Os exemplares poderão ser doados por pessoas físicas ou jurídicas.
Vereador defende o projeto em entrevista à Rádio Acústica FM
O vereador afirma que o livro é um registro histórico, comparável a obras de ciência ou geografia. Destaca passagens sobre a formação de Estados e relatos da Babilônia e de Israel. Para ele, a Bíblia é “um manual do ser humano” e reúne informações não encontradas em outras publicações.
Segundo Hilson Lucas a leitura do livro sagrado para os cristãos tem diversos benefícios, como melhora do sono, redução da ansiedade e do estresse. Menciona ainda pesquisa que teria sido realizada em Porto Alegre, em 2010, que teria apontado recuperação mais rápida de pacientes em hospitais onde havia acesso ao livro.
O parlamentar ressalta que o Estado é laico e que a participação de alunos deverá ser facultativa. O material, diz ele, estará disponível para todos, sem distinção, e não terá finalidade de conversão religiosa. A intenção é que a Bíblia seja consultada como fonte de informações culturais, históricas e geográficas.
Caso aprovado, caberá ao Executivo municipal definir as diretrizes para aplicação da medida.
Repercussão na internet
Os camaquenses opinaram sobre o projeto na internet. Enquanto alguns defendem a ideia, argumentando que “Deus (Jesus) tem que estar em todo lugar”, outros criticam e enfatizam que “escola é pra aprender português, matemática, física, química…”. Uma outra internauta também argumentou que muitas escolas já possuem bíblias em suas bibliotecas como parte de um acervo com diversidade de livros disponíveis.
A laicidade do Estado foi debatida amplamente nas redes sociais.



