Há sete anos e meio vivendo em Nazaré, no norte de Israel, Protásio Medeiros vive uma nova rotina marcada por desafios, aprendizados e convivência multicultural. Missionário voluntário em uma comunidade brasileira com atuação em Nazaré e Jerusalém, Protásio trabalha próximo à casa da Sagrada Família, em uma das regiões mais simbólicas do mundo para cristãos.

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Em entrevista ao programa Primeira Hora desta sexta-feira (27), ele compartilhou detalhes de sua adaptação à cultura local e destacou a harmonia possível entre diferentes povos. “Aqui convivem judeus e árabes, cada um com sua cultura e língua, mas o respeito prevalece”, relata. Mesmo sem dominar o hebraico ou o árabe, Protásio se comunica em inglês, idioma comum nas interações cotidianas.
A vida em uma região marcada por constantes tensões também foi tema da conversa. Desde outubro de 2023, com ataques do Hamas no sul e do Hezbollah no norte, além da escalada com o Irã, Protásio conta que a população local precisou se adaptar a uma nova realidade. Ele elogia o sistema de proteção israelense, que considera eficiente ao priorizar a segurança dos cidadãos. “Apesar dos riscos, sinto-me seguro. Os sistemas de alarme e os abrigos funcionam bem”, afirma.
O impacto dos conflitos é sentido no cotidiano, no turismo e no trabalho. Segundo Protásio, muitos palestinos trabalham em Israel e o fechamento das fronteiras prejudicou a todos. “A guerra traz sofrimento para todos, principalmente para a população comum, tanto israelense quanto palestina”, lamenta.
Sobre a qualidade de vida, Protásio destaca que, embora o custo de vida em Israel seja alto, os salários acompanham essa realidade, garantindo um bom padrão de vida. Ele elogia o sistema de saúde, considerado de qualidade e acessível, e se impressiona com o desenvolvimento tecnológico e agrícola do país.
Mesmo diante das tensões, Protásio recomenda a visita à região, seja por motivos históricos, religiosos, acadêmicos ou de negócios. Ele conta que a família no Brasil sente preocupação, mas procura tranquilizá-los. “Apesar das diferenças, a convivência é possível e, na maioria das vezes, não há radicalismo, mas sim respeito mútuo”, conclui.
A experiência de Protásio Medeiros revela um olhar de esperança e resiliência em meio aos desafios de uma das regiões mais complexas do planeta.



