Tabaco

Camaquã encerra safra de tabaco 2024/25 com mais de 11 mil toneladas produzidas

Dados da Afubra apontam para crescimento na produção de tabaco no Sul do país; Camaquã ficou na 16ª posição entre os 30 maiores produtores

Camaquã encerrou a safra de tabaco 2024/2025 com a produção de 11.157 toneladas. Os números foram divulgados nesta quinta-feira (22) pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra). O município ficou na 16ª posição entre os 30 maiores produtores do Sul do país.

Camaquã encerra safra de tabaco 2024/25 com mais de 11 mil toneladas produzidas. Foto: Afubra/Divulgação.
Camaquã encerra safra de tabaco 2024/25 com mais de 11 mil toneladas produzidas. Foto: Afubra/Divulgação.

No total, a produção de tabaco nos três estados do Sul chegou a 719.891 toneladas, um crescimento de 41,7% em relação ao ciclo anterior. Do volume, 648.189 toneladas foram da variedade Virgínia, 59.629 de Burley e 12.073 de Comum.

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A safra superou em 3,4% a estimativa inicial da Afubra, divulgada em novembro de 2024, que previa 696.435 toneladas. O presidente da entidade, Marcilio Drescher, explicou que o aumento ocorreu pela retomada da produtividade após as perdas climáticas do ciclo anterior, pela valorização do preço do tabaco frente a outras culturas e pelo crescimento da área plantada.

Produção nos estados

O Rio Grande do Sul liderou a produção com 303.393 toneladas, alta de 37,9% sobre a safra 2023/2024. O estado representou 42,2% do total sul-brasileiro, com 69.238 famílias produtoras em 131.789 hectares.

Santa Catarina respondeu por 226.233 toneladas (+50,5%) e participação de 31,4% no total. No Paraná, a produção foi de 190.264 toneladas (+38,1%), o equivalente a 26,4% do volume regional.

Canguçu, no Rio Grande do Sul, manteve a liderança nacional, com 24.224 toneladas, seguido por São João do Triunfo (PR), Venâncio Aires (RS), e Itaiópolis (SC).

Produção nos municípios da região de Camaquã

Cinco municípios da região, incluindo Camaquã, aparecem no ranking dos 30 maiores produtores de tabaco no Rio Grande do Sul. Em São Lourenço do Sul 3.807 famílias produziram 18.307 toneladas, em Camaquã 2.262 famílias produziram 11.157 toneladas, em Dom Feliciano 2.062 famílias produziram 9.321 toneladas, em Chuvisca 1.123 famílias produziram 4.923 toneladas, em Amaral Ferrador 886 famílias produziram 4.636 toneladas.

Preços em queda e receita em alta

Apesar do aumento de produtividade, os preços pagos ao produtor caíram. No Rio Grande do Sul, o quilo do Virgínia foi comercializado a R$ 20,78 (-14,5%), o do Burley a R$ 17,90 (-12,4%) e o do Comum a R$ 17,02 (-12,8%). Situação semelhante ocorreu em Santa Catarina e no Paraná, com reduções médias entre 10% e 13%.

Mesmo com a desvalorização, a receita bruta da safra 2024/2025 foi de R$ 14,57 bilhões, crescimento de 23,7% em comparação ao ciclo anterior. O Rio Grande do Sul respondeu por R$ 6,2 bilhões, Santa Catarina por R$ 4,59 bilhões e o Paraná por R$ 3,77 bilhões.

Perspectivas para 2025/26

A estimativa inicial da próxima safra será divulgada em novembro. Drescher alertou para o aumento da área plantada, o que pode gerar desequilíbrio entre oferta e demanda. Ele também destacou os impactos do “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos sobre o tabaco brasileiro, fator que deve influenciar a rentabilidade do setor nos próximos ciclos: “Já temos indícios de aumento de área plantada, o que nos causa preocupação. Além da importância de conseguirmos um equilíbrio entre oferta e demanda nos próximos ciclos para garantir uma rentabilidade justa ao produtor, a este fator soma-se os impactos que podemos sofrer com a continuidade do ‘tarifaço’ ao que o Brasil vem sendo submetido pelos Estados Unidos”.

Ranking dos maiores produtores do Sul do Brasil

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Tags: afubra, Camaquã, safra 2024/25, Tabaco