Dois anos após as enchentes históricas que atingiram o Rio Grande do Sul, o secretário especial de Governo de Camaquã, Vitor Azambuja, destacou neste sábado (02) as principais lições aprendidas e as medidas adotadas pelo município para prevenir novos desastres climáticos. Em entrevista, ele ressaltou que, embora a cidade não tenha enfrentado os mesmos impactos severos das cheias de outras regiões, como o Vale do Taquari e Guaíba, os efeitos sociais e emocionais foram significativos.

Segundo Azambuja, a experiência com as cheias reforçou a importância da atuação conjunta entre poder público e comunidade. Ele relembrou a mobilização solidária que envolveu arrecadação de donativos e apoio direto às cidades mais atingidas:
“Se não fosse a força do povo, o Estado e os municípios não teriam conseguido enfrentar aquela situação”, afirmou.
A partir desse cenário, o município passou a investir em prevenção de cheias e planejamento. Entre as principais ações está a criação do Departamento de Drenagem, Saneamento Básico e Resíduos Sólidos, responsável por coordenar projetos estruturais e acompanhar demandas históricas da cidade. Além disso, a prefeitura instituiu reuniões periódicas com a Corsan para monitorar e planejar investimentos na rede de esgoto.
O secretário também destacou obras em andamento para melhorar o escoamento da água da chuva, especialmente em bairros como Getúlio Vargas, Jardim do Forte e Ouro Verde, áreas com recorrentes problemas de alagamento. Paralelamente, a Defesa Civil foi fortalecida com novos servidores e maior integração com o governo do Estado, garantindo suporte técnico em situações de risco.
Entre os projetos futuros, está a implantação de bacias de contenção — estruturas que armazenam o excesso de água da chuva para liberação gradual, reduzindo o impacto nas áreas urbanas. A prefeitura já iniciou processo de licitação para contratação de estudos técnicos que irão definir locais, capacidade e viabilidade dessas obras.
Outro ponto destacado foi a preparação de áreas mais vulneráveis, como a Ilha Santo Antônio e a região da Pacheca. O município passou a manter estoques estratégicos de alimentos e água nesses locais para agilizar o atendimento em caso de isolamento por cheias.
Azambuja também abordou demandas da população relacionadas a pontos críticos de alagamento, como na região do bairro Ouro Verde. Segundo ele, equipes já atuam na manutenção da drenagem e estudam soluções estruturais para minimizar os transtornos.
Por fim, o secretário enfatizou que muitos investimentos necessários são de longo prazo e pouco visíveis, mas essenciais para evitar tragédias. Azambuja afirmou que sã obras que não aparecem, também são fundamentais para garantir a segurança para a população.



