O prefeito de Camaquã, Abner Dilmann, reuniu-se na manhã desta sexta-feira (02), com um grupo de moradores da Vila da Pacheca para debater o futuro de famílias que vivem em áreas sob ameaça de desabamento. O encontro no gabinete municipal busca alternativas para o impasse criado após a interdição de 25 imóveis na Rua da Barca, ocorrida na última terça-feira, 31. A medida da administração municipal cumpre uma determinação técnica para evitar tragédias em períodos de chuva intensa.

Objetivo da prefeitura de Camaquã é debater soluções para o problema
A interdição baseia-se em um laudo da Defesa Civil estadual que classifica a região como de risco iminente de desmoronamento. De acordo com o documento, os imóveis ocupam uma Área de Preservação Permanente (APP) às margens do Rio Camaquã, onde o solo sofre com grave instabilidade. A erosão da margem e a elevação do lençol freático — nome dado às águas que se acumulam no subsolo — comprometem as estruturas das residências.
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Durante a operação de notificação, que envolveu equipes de segurança e assistência social, constatou-se que nove das 25 casas interditadas servem como residência fixa. O município afirma que a desocupação é necessária para garantir a integridade física dos moradores, uma vez que o Departamento de Gestão de Desastres confirmou que o terreno não oferece segurança. O diálogo de hoje tenta definir para onde essas famílias serão encaminhadas.




