A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforçou, nesta segunda-feira, 9, o alerta sobre os perigos do uso incorreto dos remédios injetáveis para emagrecimento. O foco da autoridade é o risco de pancreatite aguda, uma inflamação grave no pâncreas que pode levar à morte causada por caneta emagrecedora. Embora os benefícios dessas substâncias superem os riscos quando há acompanhamento médico, o uso para fins puramente estéticos e sem receita preocupa as autoridades de saúde brasileiras.

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Esses medicamentos utilizados por caneta emagrecedora, conhecidos como agonistas do receptor GLP-1, incluem princípios ativos como a semaglutida e a liraglutida. Eles simulam hormônios que controlam o apetite e a digestão, mas podem causar reações severas se utilizados de forma indiscriminada. No Brasil, entre 2020 e o fim de 2025, foram registradas 145 notificações de efeitos adversos e seis mortes por pancreatite relacionadas a essas substâncias, o que motivou um controle mais rígido na venda.
Sobre o perigo da Caneta emagrecedora
Desde o ano passado, a compra dessas “canetas” exige a retenção da receita médica pelas farmácias, com validade de 90 dias. A medida tenta frear o crescimento de casos como os do Reino Unido, onde quase 1,3 mil notificações e 19 mortes foram registradas em um período de 18 anos. A Anvisa esclarece que não houve alteração no perfil de segurança dos produtos, mas reitera que o diagnóstico e a indicação clínica são indispensáveis para evitar complicações.
Pacientes que utilizam esses medicamentos devem ficar atentos a sintomas como dores abdominais fortes e contínuas, frequentemente acompanhadas de náuseas ou vômitos. Caso esses sinais apareçam, a recomendação é buscar atendimento médico imediato e interromper o tratamento. Profissionais de saúde também são orientados a reportar qualquer efeito colateral no sistema VigiMed, ferramenta que monitora a segurança de fármacos em circulação no território nacional.



