segurança pública

Caso Marcos Nornberg: apuração é prorrogada e terá reconstituição da ação policial

Tendência é que o prazo seja prorrogado por mais 20 dias

A investigação sobre a morte do agricultor Marcos Nornberg, de 48 anos, ocorrida durante uma ação da Brigada Militar no dia 15 de janeiro em Pelotas, foi ampliada e não deve ser concluída nesta semana. O inquérito, conduzido pela Corregedoria da corporação com participação da Polícia Civil, aguarda laudos periciais e deverá incluir uma simulação da abordagem realizada no sítio do produtor rural.

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Foto: Arquivo pessoal/Divulgação.

A previsão inicial era encerrar o procedimento antes do prazo máximo de 40 dias. Após a repercussão do caso, a Brigada Militar informou que buscaria acelerar a apuração. No entanto, a conclusão depende da chegada dos resultados da perícia técnica feita no local. A tendência é que o prazo seja prorrogado por mais 20 dias, prática comum em investigações dessa natureza.

Os 18 policiais militares envolvidos na ocorrência seguem afastados das funções operacionais até o término do inquérito.

Simulação da abordagem

Entre as diligências pendentes está a reprodução simulada da abordagem. A data ainda não foi definida. A medida busca esclarecer a dinâmica da ação policial, incluindo posicionamento dos envolvidos, sequência dos disparos e condições de visibilidade no momento do confronto.

A reconstituição deve complementar depoimentos, áudios e exames periciais já colhidos.

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O que se sabe sobre o caso

Marcos Nornberg foi morto durante averiguação policial em sua propriedade rural, na zona rural de Pelotas. Ele era produtor rural, feirante e pai de família.

Vídeo divulgado pelo jornal Zero Hora mostra a chegada das viaturas ao sítio, a abordagem, gritos e, na sequência, disparos de arma de fogo.

Segundo as informações reunidas até o momento, Nornberg efetuou ao menos dois disparos. Após esses tiros, são ouvidos pelo menos 16 disparos atribuídos aos policiais militares.

Depoimentos e perícias analisados pela investigação indicam a possibilidade de que o agricultor tenha sido atingido quando já estava caído. A hipótese é apurada pela Corregedoria e pela Polícia Civil. Até o momento, não há conclusão oficial sobre a dinâmica final dos disparos.

Próximos passos

Casos com morte decorrente de intervenção policial são investigados de forma paralela pela corporação envolvida e pela Polícia Civil. O procedimento inclui coleta de provas técnicas, análise balística, oitivas de testemunhas e dos agentes envolvidos.

A ampliação do prazo busca garantir a conclusão dos laudos e a realização da simulação, considerada etapa importante para esclarecer divergências sobre a sequência dos fatos.

A Brigada Militar informou que se manifestará novamente após o encerramento do inquérito. A defesa dos policiais também deve se pronunciar ao fim da apuração.