O programa Primeira Hora desta segunda-feira (08) recebeu o Dr. Luiz Severo, cirurgião plástico, para um debate sobre a evolução de técnicas e tecnologias na área da saúde. Durante a entrevista, o especialista destacou que os avanços recentes em equipamentos e congressos médicos trazem “recursos pros pacientes em termos de resultados melhores com menos agressão”, consolidando uma era de procedimentos menos invasivos e com recuperação acelerada. O médico lembrou ainda que a cirurgia plástica vai muito além da estética, tendo nascido com um forte propósito reparador — como no tratamento de queimados e microcirurgias —, mas que hoje vive um momento de forte inovação voltado também para a medicina regenerativa e a prevenção do envelhecimento precoce.

Tecnologia aliada à naturalidade
Dr. Luiz Severo detalhou a utilização de células-tronco obtidas a partir do próprio tecido do paciente para melhorar o colágeno e manchas. Segundo ele, “muitas vezes a gente faz uma pequena lipoaspiração coleta aquela gordura, processa a gordura do próprio paciente e ali nós conseguimos extrair fatores de crescimento células tronco e injetar isso de forma seletiva”. Esse conceito de preservação também transformou procedimentos tradicionais como a blefaroplastia (cirurgia de pálpebras), onde a tendência atual é redistribuir a gordura orbital em vez de apenas removê-la, evitando um aspecto encovado na face.
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Os desafios do emagrecimento rápido
O avanço da medicina trouxe novos cenários para os consultórios, como o impacto das chamadas “canetas emagrecedoras” à base de tirzepatida. O especialista alertou que o emagrecimento acelerado frequentemente causa perda de massa muscular e proteína, o que exige um preparo rigoroso antes de qualquer intervenção plástica. “Tem que parar o uso da caneta pelo menos 20 dias antes da cirurgia de qualquer forma porque senão interfere com o jejum lá que é importante para a anestesia”, advertiu o médico. Paralelamente a esse cuidado metabólico, as técnicas de rejuvenescimento facial também evoluíram para o chamado Deep Plane e Deep Neck, que tratam as estruturas musculares e profundas da face e do pescoço em vez de apenas esticar a pele, que por ser elástica, não sustenta o resultado sozinha.
Saúde mental
Por fim, o Dr. Luiz Severo avaliou as mudanças no perfil dos pacientes, apontando um crescimento expressivo do público masculino em busca de rinoplastia e correções pós-emagrecimento. No entanto, o cirurgião fez um alerta essencial sobre a dismorfofobia, um sofrimento psíquico em que o indivíduo possui uma percepção alterada e distorcida do próprio corpo. Ao analisar o aspecto psicológico ligado à vaidade, o convidado concluiu de maneira categórica que as modificações físicas não resolvem conflitos internos ou sociais. “A cirurgia plástica nunca vai mudar o comportamento e também… não vai trazer o namorado ou a namorada que foi embora não vai melhorar o casamento isso são estão fora do terreno”, finalizou o especialista, reforçando que o equilíbrio entre a mente e o corpo deve ser o objetivo principal de qualquer procedimento.



