O governo federal assume, a partir da zero hora de quarta-feira (4), a gestão de 450 quilômetros de rodovias no Polo Rodoviário de Pelotas. O contrato de concessão com a empresa Ecovias Sul termina oficialmente às 23h59 desta terça-feira (3), encerrando um ciclo de 27 anos de administração privada nas BRs-116 e 392. Com a mudança, a cobrança de pedágio será suspensa por tempo indeterminado nas praças da região.

Sem pedágio, manutenção da via será feita pelo Dnit
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), órgão responsável pela manutenção das estradas federais, cuidará do trecho que liga cidades como Camaquã, Pelotas, Rio Grande e Santana da Boa Vista. Segundo o Ministério dos Transportes, a gestão estatal é temporária e deve durar até a conclusão de um novo leilão, previsto para 2026. A pasta justificou a troca afirmando que o contrato atual praticava tarifas muito acima da média de mercado.
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A nova modelagem do setor de pedágio, batizada de Rota Portuária do Sul, projeta investimentos superiores a R$ 10 bilhões. O processo está em fase de estruturação de consulta pública pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), etapa em que a sociedade pode opinar sobre obras e valores. Após essa fase, o projeto seguirá para análise do Tribunal de Contas da União (TCU), que avalia a legalidade e a viabilidade econômica do plano.
A história do Polo de Pelotas começou em 1998, sob gestão estadual, e foi federalizada em 2000. Durante os 24 anos de cobrança efetiva, a Ecovias Sul afirma ter investido R$ 2,5 bilhões em operação e manutenção, incluindo a pavimentação de trechos críticos e a duplicação da BR-392. Além disso, a concessionária relata o repasse de R$ 240 milhões em impostos municipais (ISS) para 19 prefeituras da região ao longo do contrato.




