O jornalismo esportivo do Rio Grande do Sul está de luto. O jornalista e comentarista esportivo Adroaldo Guerra Filho, conhecido como Guerrinha, morreu na madrugada desta quarta-feira (28), aos 70 anos, em Porto Alegre. Ele estava internado desde domingo (25) no Instituto de Cardiologia, após apresentar uma infecção pulmonar que evoluiu para um quadro generalizado.

Integrante do Grupo RBS, Guerrinha tornou-se uma das figuras mais conhecidas do jornalismo esportivo gaúcho. Com atuação em jornais, rádio e televisão, conquistou o público com análises contundentes, comentários bem-humorados e expressões que marcaram gerações de ouvintes e telespectadores.
Trajetória começou na cobertura do turfe
A carreira de Guerrinha teve início na imprensa escrita, com a cobertura de corridas de cavalos, uma de suas grandes paixões desde a infância. Filho do radialista e comunicador Adroaldo Guerra, conhecido como Vovô Guerra, ele cresceu próximo ao universo da comunicação, embora tenha construído inicialmente sua trajetória profissional nos jornais.
Ao longo dos primeiros anos de carreira, trabalhou em veículos como Jornal Hoje, Folha da Manhã e Correio do Povo. Em 1983, retornou ao Grupo RBS, passando a escrever sobre turfe no jornal Zero Hora. Na década de 1990, migrou para a cobertura de futebol, acompanhando principalmente o Internacional.
A partir daí, consolidou seu nome na cobertura esportiva, ampliando a atuação como repórter, editor, colunista e comentarista. Em abril de 2000, também estreou a coluna Guerra Total, no Diário Gaúcho, publicação que se destacou pelo estilo irreverente e pelas perguntas provocativas sobre os principais assuntos do esporte.
Voz marcante no rádio e na televisão
A trajetória de Guerrinha no rádio começou em 1999, quando passou a integrar o programa Falcão na Gaúcha, apresentado pelo ex-jogador Paulo Roberto Falcão. Em 2004, chegou ao Sala de Redação, tradicional programa de debates esportivos da Rádio Gaúcha, onde se tornou um dos participantes mais reconhecidos pelo público.
Em 2014, assumiu o comando do Paredão do Guerrinha, programa de entrevistas que reforçou sua presença no rádio esportivo. Também participou de atrações televisivas, como o Lance Final, da RBS TV, ampliando sua atuação entre diferentes plataformas de comunicação.
Torcedor declarado do Internacional, Guerrinha ficou conhecido por defender suas opiniões com firmeza, sem deixar de lado o humor e a ironia. Suas frases de efeito se tornaram uma das principais marcas de sua participação nos debates sobre futebol, rendendo identificação com ouvintes e leitores de diferentes gerações.
Entre suas expressões mais conhecidas está a chamada “Lei Guerrinha”, que ironiza decisões de treinadores de futebol, especialmente quando uma mudança ocorre justamente quando a equipe parece estar funcionando bem. O estilo direto e irreverente ajudou a consolidar sua identidade como comentarista esportivo.
Legado no jornalismo gaúcho
Com quase cinco décadas de carreira, Adroaldo Guerra Filho deixa uma trajetória ligada à evolução do jornalismo esportivo no Rio Grande do Sul, com passagens pela imprensa escrita, pelo rádio e pela televisão.
Guerrinha deixa a esposa, Kátia, as filhas Michelle e Karine e três netos. Até a publicação das primeiras informações sobre a morte, não haviam sido divulgados detalhes sobre o velório e as cerimônias de despedida.
Nota do Grupo RBS pelo falecimento de Guerrinha
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