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SEGURANÇA

Conselho Comunitário Penitenciário cobra medidas urgentes para reduzir superlotação carcerária em Camaquã

Suzana Alencastro destacou as ações da entidade em apoio a segurança e ressocialização de apenados da região

Desde o último dia 28 de março, o Presídio Estadual de Camaquã (Pecam) está interditado parcialmente, uma decisão resultante de uma ação da Defensoria Pública do Rio Grande do Sul (DPE/RS) que considera a alarmante superlotação do local. Atualmente, a unidade abriga cerca de 455 presos, muito acima de sua capacidade ideal de 150. A interdição impede novos ingressos até que o número de detentos seja reduzido para 375.

Conselho Comunitário Penitenciário cobra medidas urgentes para reduzir superlotação carcerária em Camaquã
Conselho Comunitário Penitenciário cobra medidas urgentes para reduzir superlotação carcerária em Camaquã. Foto: Acústica FM

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Em entrevista para a Rádio Acústica FM, a presidente do Conselho Comunitário Penitenciário, Suzana Alencastro, destacou a grave situação enfrentada pelos detentos. Ela enfatizou que o Pecam é o presídio mais superlotado da região, superando unidades em Pelotas e Rio Grande. Durante a conversa, Suzana explicou que a realidade do presídio é preocupante, com celas que abrigam até 30 pessoas, muitas vezes em condições insalubres:

“É fundamental lembrar que o presídio está localizado no centro da cidade e que as pessoas lá dentro são, em sua maioria, indivíduos que buscam se reintegrar à sociedade. Alguns têm condições de se recuperar, enquanto outros enfrentam desafios maiores devido ao histórico criminal ou à natureza de suas penas”, afirmou Suzana.

O membro do conselho, Paulo Fernando, também participou da entrevista, compartilhando sua experiência e o trabalho que realiza dentro do presídio. Ele ressaltou a importância de oferecer oportunidades de trabalho e educação aos detentos, afirmando que “se um preso sair sem capacitação, a probabilidade de reincidência é alta”.

Os membros do conselho comunitário penitenciário destacaram que a superlotação e as condições precárias não afetam apenas os detentos, mas também representam um risco à segurança da comunidade local. A falta de agentes penitenciários e a pressão constante dentro da unidade contribuem para um ambiente tenso e perigoso.

Além disso, a entrevista abordou a necessidade de mais recursos e apoio para projetos de reintegração social, como cursos profissionalizantes e atividades que estimulem a fé e a esperança entre os detentos:

“Estamos lutando para que esses 456 se transformem nos 375 que a DPE/RS considera o limite seguro. Queremos um presídio que promova a recuperação e não apenas o encarceramento”, concluiu Suzana.

A interdição do Pecam alerta para que a sociedade repense a forma como trata as pessoas privadas de liberdade e busque soluções que promovam a dignidade humana e a segurança pública.  A professora reiterou que todos têm o direito à reabilitação e à reintegração, e é dever da comunidade apoiar essas iniciativas em Camaquã.

Confira a fala da presidente do Conselho Comunitário Penitenciário de Camaquã

Tags: Camaquã, presidio, RS