A conta de luz ficará mais cara em maio com a mudança da bandeira tarifária. A Agência Nacional de Energia Elétrica anunciou nesta sexta-feira (24) a adoção da bandeira amarela. A medida acrescenta R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos em todo o País.

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A decisão ocorre após quatro meses de bandeira verde, entre janeiro e abril. Nesse período, os reservatórios das hidrelétricas mantiveram níveis considerados adequados. Agora, a agência aponta redução das chuvas na passagem do período úmido para o seco, o que diminui a geração hídrica.
Com menos água disponível, o sistema recorre às usinas termelétricas. Essas unidades têm custo mais alto de produção. O acionamento eleva o valor final da energia e ativa a cobrança extra na conta do consumidor.
O impacto médio varia entre 5% e 15%, conforme a área de cada distribuidora. A medida atinge mais de 22 milhões de unidades consumidoras no Brasil. Parte desse aumento foi suavizada pelo diferimento tarifário, mecanismo que permite adiar custos para ciclos futuros.
Em nota, a Aneel recomendou uso consciente da energia. Segundo a agência, evitar desperdícios ajuda a conter gastos e contribui para o equilíbrio do sistema elétrico.
O sistema de bandeiras sinaliza as condições de geração no País. Na bandeira verde, não há cobrança extra. A amarela indica custo intermediário. Já as vermelhas, em dois níveis, refletem condições mais caras, com acréscimos maiores na tarifa.
A conta de luz segue como ponto sensível para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Projeções da Aneel indicam alta média de 8% neste ano, acima da inflação. Uma proposta de empréstimo para conter reajustes foi discutida, mas não avançou dentro do Executivo.




