Os consumidores atendidos pela CEEE Equatorial no Rio Grande do Sul devem se preparar para uma expressiva elevação na conta de luz. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) abriu debate público para avaliar uma proposta de revisão tarifária que prevê uma alta média de 22,31% nas contas de luz dos gaúchos.

Se aprovada sem alterações, a medida entra em vigor a partir do dia 22 de novembro. No entanto, o martelo sobre o percentual definitivo na conta de luz só será batido em reunião da diretoria da agência reguladora, agendada para o dia 17 do mesmo mês.
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Como o aumento na conta de luz afeta cada tipo de consumidor?
A proposta em discussão não atinge todos os perfis de consumo da mesma forma. A variação preliminar está distribuída da seguinte maneira:
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Residências e pequenos comércios (baixa tensão): alta projetada de 24,24%;
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Indústrias e grandes empresas (alta e média tensão): reajuste estimado em 15,88%;
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Média geral do impacto ao consumidor: 22,31%.
Atualmente, a concessionária é responsável pelo abastecimento de aproximadamente 2,03 milhões de unidades consumidoras em todo o Estado.
Por que a tarifa vai subir tanto no Rio Grande do Sul?
Segundo posicionamento oficial da Aneel, a pressão sobre os preços na conta de luz é reflexo direto dos custos de recomposição financeira e da base de remuneração da distribuidora, fortemente impactados pelas históricas enchentes que atingiram o Estado em 2024.
Na época da tragédia ambiental, parte do reajuste previsto foi suspensa para evitar maior fardo à população. Agora, esse diferimento tarifário represado está sendo repassado. Além do fator climático, a agência citou o encarecimento dos encargos do setor elétrico, custos de transmissão e despesas com a compra de energia.
Reação das entidades e apelo por parcelamento
O índice proposto gerou forte reação de entidades empresariais, parlamentares gaúchos e representantes da sociedade civil. O empresário Thomaz Nunnenkamp, integrante do Conselho de Consumidores da CEEE Equatorial, classificou o reajuste como desastroso para a economia local e destacou que a tarifa já acumula alta próxima a 50% desde o período das cheias.
A intenção do conselho é negociar com a Aneel o fracionamento do montante acumulado desde 2024, diluindo o impacto ao longo do tempo para evitar um choque expressivo no orçamento das famílias e empresas gaúchas.
Por sua vez, a CEEE Equatorial esclareceu que o processo de revisão ocorre periodicamente a cada cinco anos, conforme prevê o contrato de concessão, e reforçou que a decisão final sobre a porcentagem e a homologação do índice é de responsabilidade exclusiva da Aneel.
Como participar da Consulta Pública
A população e especialistas ainda podem enviar contribuições e propostas de alteração na conta de luz até a próxima sexta-feira, dia 9 de outubro. As sugestões devem ser encaminhadas por e-mail, conforme a área de interesse:
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Revisão Tarifária: [email protected]
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Estrutura Tarifária: [email protected]
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Perdas Técnicas: [email protected]




