A conselheira do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers), a médica urologista Karin Anzolch, alertou nesta quinta-feira (08), em entrevista à Rádio Acústica FM, sobre os riscos do exercício ilegal da medicina e a importância de a população buscar profissionais devidamente habilitados.

Durante a participação, Karin destacou que a crescente oferta de procedimentos, especialmente na área estética, tem gerado confusão entre os pacientes sobre quem está, de fato, capacitado para realizá-los. Segundo ela, a falta de clareza na delimitação das profissões tem contribuído para casos recorrentes de atuação irregular.
“A população precisa saber com quem está consultando. Muitas vezes, há indução ao erro, com profissionais se apresentando como especialistas sem possuir a formação necessária”, afirmou.
A conselheira explicou que, no Brasil, a qualificação médica segue critérios rigorosos. Além dos seis anos de graduação em medicina, o profissional precisa passar por residência médica e obter o Registro de Qualificação de Especialista (RQE) para atuar e se anunciar como especialista em determinada área.
Karin ressaltou que cursos de curta duração, muitas vezes divulgados nas redes sociais, não se equiparam à formação médica. “Não existe equivalência entre um curso de fim de semana e anos de formação. São responsabilidades completamente diferentes”, pontuou.
Outro ponto abordado foi a facilidade de verificação das credenciais profissionais. De acordo com a médica, qualquer pessoa pode consultar, de forma simples, se um profissional possui registro ativo e especialização reconhecida por meio do site do Conselho Federal de Medicina (CFM).
“Todo médico precisa ter CRM, e, se for especialista, deve possuir também o RQE. Essa consulta é pública, não gera constrangimento e é uma forma segura de proteção ao paciente”, explicou.
A conselheira também destacou que, embora médicos tenham formação ampla, eles não podem se anunciar como especialistas em áreas nas quais não possuem registro específico. A medida, segundo ela, visa garantir transparência e segurança no atendimento.



