A moradora de Camaquã Camila Soares denunciou, em entrevista à Rádio Acústica FM, a precariedade no atendimento do Centro de Atendimento Integral à Criança e ao Adolescente (Caica). Mãe de Yasmin, de 3 anos, ela relata que aguarda desde setembro de 2025 por um diagnóstico definitivo e tratamento para a filha. A criança apresenta sinais do Transtorno do Espectro Autista (TEA), mas a falta de profissionais na rede pública impede o avanço do caso.

Diagnosticada como autista, menina aguarda suporte do município
Yasmin é classificada preliminarmente com autismo nível dois não verbal, condição em que a comunicação não é funcional e o suporte é necessário. Segundo Camila, a menina sofre crises constantes e não consegue formular frases, o que prejudica seu desenvolvimento cognitivo e social. Ao procurar o Caica, a mãe recebeu apenas um comprovante de “acolhimento”, sem número de protocolo ou previsão de quando a filha será avaliada por especialistas.
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A denúncia de Camila expôs um problema recorrente no município. Durante a transmissão, outros pais relataram esperas que superam dois anos. A principal queixa é a escassez de recursos humanos; segundo informações repassadas à mãe pela própria instituição, haveria apenas um profissional para atender toda a demanda da cidade.
O termo “atípico”, usado pelos pais, refere-se a crianças com desenvolvimento neurológico fora do padrão esperado, como no caso do autismo.
Diante do impasse, Camila Soares utilizou as redes sociais para mobilizar outras famílias que enfrentam a mesma situação, que ela classificou como “negligência”. O objetivo é criar um grupo de pressão para cobrar providências da prefeitura e da Secretaria de Saúde.
Ela destaca que a “invisibilidade materna” agrava o sofrimento das famílias, que precisam lidar com a sobrecarga do cuidado sem o suporte terapêutico adequado para autistas garantido por lei.
Em resposta à reportagem da Rádio Acústica FM, a psicóloga Carol Von Ahn enviou uma nota com a posição da secretaria:
A Secretaria Municipal de Saúde reafirma que o cuidado às crianças com suspeita de Transtorno do Espectro Autista é realizado com responsabilidade técnica e dentro da capacidade organizada da rede pública.
Trata-se de um processo que exige avaliação criteriosa e acompanhamento qualificado, garantindo segurança e qualidade assistencial.
A Secretaria permanece à disposição das famílias, por meio dos canais oficiais, para esclarecimentos e orientações.
Acompanhe na integra a entrevista:



