O pré-candidato à Presidência pelo partido Novo, Romeu Zema, defendeu a flexibilização das normas que proíbem o trabalho infantil no País. Durante entrevista ao podcast “Inteligência Ltda” nesta sexta-feira (1º), o ex-governador mineiro criticou a legislação atual e afirmou que pretende alterar essas regras caso seja eleito. Atualmente, a Constituição Brasileira veda qualquer trabalho a menores de 16 anos, salvo na condição de aprendiz a partir dos 14 anos.

Zema citou modelo de outros países para justificar a proposta
Zema utilizou o modelo dos Estados Unidos, onde jovens entregam jornais, para argumentar que a prática não deveria ser vista como exploração. Segundo o político, existe uma percepção equivocada no Brasil, atribuída por ele a setores de esquerda, de que o trabalho seria prejudicial ao desenvolvimento dos menores. Ele defendeu que crianças realizem tarefas simples e compatíveis com sua capacidade, desde que a educação escolar permaneça como a prioridade principal.
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Para ilustrar seu posicionamento, o ex-governador relatou sua trajetória pessoal no comércio de autopeças da família. Zema afirmou que começou a auxiliar o pai aos 5 anos e obteve o registro formal na Carteira de Trabalho aos 14. “Trabalho desde que aprendi a contar”, declarou o pré-candidato. Ele lamentou que o auxílio em atividades domésticas ou familiares seja frequentemente interpretado pela fiscalização e pela opinião pública como uma forma de escravidão.
O debate sobre o trabalho precoce é sensível no Brasil devido aos índices de evasão escolar e riscos à integridade física de menores. Especialistas apontam que a legislação rigorosa visa proteger o desenvolvimento biopsicossocial da criança e garantir o direito ao lazer e ao estudo. Por outro lado, a ala defendida por Zema sustenta que a cultura do trabalho desde cedo contribui para a formação do caráter e para o aprendizado de responsabilidades financeiras.




