No segundo e último dia do Guaíba Regeneration Summit (@guaibasummit), o encontro passou por temas urbanismo, descarbonização e a participação empresarial na construção da economia de Guaíba nos próximos anos. Um dos destaques foi a palestra Cidades com alma: Urbanismo, cultura e pertencimento, levantando o tema pluralismo dentro da definição de cidade, tratando sobre a diferença entre território e lugar, além da transformação econômica de Guaíba.

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No debate sobre a agenda econômica inovadora no estado gaúcha, a conversa abordou tópicos como as vantagens hidrográficas de Guaíba, a infraestrutura que permite melhorar o planejamento, a mão de obra qualificada dos gaúchos, e outros aspectos que podem auxiliar na construção de projetos de empreendedorismo para o Rio Grande e para o município.
Entretanto, Cristiane Cunha, C.O.O da Aeromot e participante do debate existem pontos que precisam ser reavaliados, como a necessidade de melhorias na logística. “As rodovias federais do Rio Grande do Sul não são como as dos demais estados brasileiros, e podem requerer determinada manutenção ou ajuste”, identifica ela.
Na palestra “Cidades como Plataformas Vivas” o tema principal foi o planejamento urbano para construir cidades sustentáveis e regenerativas. O grande exemplo foi Guaíba, onde Laura Krebs, especialista em planejamento urbano, patrimônio e licenciamento de empreendimentos, identificou a necessidade de revisão do plano diretor da cidade considerando uma coleta de dados atualizada para desenvolver projetos futuros.
Também convidado do painel, o engenheiro cartógrafo Fernando Oliveira considera a importância dos dados e mapas atualizados. “Uma cidade precisa de diagnóstico e raio X, ou seja, a gente precisa da coleta de dados a partir do mapeamento para que seja possível pensarmos mais alto. Hoje, Guaíba conta com a realização do mapeamento desde 2025, mas antes os mapas eram de 2012”, considera.
Outro painel do Guaíba Regeneration Summit (@guaibasummit) apresentou a importância da descarbonização, processo de eliminação ou redução das emissões de gases do efeito estufa na atmosfera. A conversa revelou como a ideia de descarbonizar as atividades de uma empresa deixou de ser apenas uma ação positiva e passou a ser necessária para combater os problemas climáticos. A conversa trouxe Giuliano Capeletti, fundador da Mercado Net Zero, startup brasileira que oferece soluções de descarbonização e créditos de carbono, que Capeletti explica que representam 1 tonelada a menos de dióxido de carbono que deixou de ser emitida na atmosfera ou foi removida dela. Além disso, o painel explica como exemplos diversas medidas de instituições governamentais que vem sendo tomadas para auxiliar as empresas a se familiarizarem e aplicarem a descarbonização em suas atividades.



