ZONA SUL

Defesa Civil de Pelotas mantém alerta após chuva acima da média e monitora risco de alagamentos

Município contabiliza mais de mil ocorrências relacionadas aos temporais e aguarda levantamento de danos na produção agrícola

A Defesa Civil de Pelotas segue em estado de alerta diante da sequência de eventos climáticos que atingem o município desde o início de agosto. Em entrevista concedida na manhã desta quarta-feira (19) à Rádio Acústica FM, o secretário municipal de Proteção e Defesa Civil, Milton Rodrigues Martins, detalhou os impactos causados pelos temporais e o trabalho realizado para minimizar os danos à população.

Defesa Civil de Pelotas mantém alerta após chuva acima da média e monitora risco de alagamentos
Foto: Reprodução/Prefeitura de Pelotas

Segundo o secretário, Pelotas já registrou cerca de 197 milímetros de chuva neste mês, volume aproximadamente 69% superior à média histórica para o período. Além das precipitações intensas, o município ainda enfrenta as consequências do ciclone que atingiu a região no último dia 6, causando danos em residências, estradas e áreas produtivas.

Martins destacou que a Defesa Civil e demais secretarias municipais trabalham de forma integrada para monitorar a situação e preparar possíveis ações emergenciais. Entre as medidas adotadas está a organização de abrigos para eventual necessidade de acolhimento de famílias, já que os níveis da Lagoa dos Patos, da Lagoa Mirim e das bacias internas seguem elevados devido ao grande volume de água acumulado na região.

Apesar dos transtornos, o município não registra, até o momento, pessoas desalojadas ou desabrigadas. Conforme o secretário, mais de mil ocorrências relacionadas a destelhamentos foram atendidas após os temporais, sem registro de feridos ou mortes. A Defesa Civil também segue distribuindo telhas para famílias afetadas, com mais de 4 mil unidades já entregues e uma nova remessa recebida do Governo do Estado.
No interior do município, as fortes chuvas e o granizo provocaram prejuízos em estradas, pontes e na produção agrícola. A cultura do pêssego, uma das principais atividades econômicas da região, está entre as mais afetadas. De acordo com Martins, a Emater realiza um levantamento para quantificar os danos causados pelo granizo nas lavouras, informações que deverão integrar os relatórios utilizados para a solicitação de recursos estaduais e federais.

O secretário informou ainda que as unidades básicas de saúde e escolas localizadas na zona rural retomam gradualmente as atividades, mas ainda enfrentam dificuldades devido às condições das estradas e ao deslocamento das equipes. O transporte coletivo também opera com alterações em algumas rotas por conta dos impactos causados pelas chuvas.
Sobre a situação hídrica, Martins explicou que a Defesa Civil monitora constantemente os níveis da Lagoa dos Patos, da Lagoa Mirim e do Canal São Gonçalo. A preocupação é com o aumento do volume de água nos próximos dias, já que as chuvas registradas em municípios da região ainda continuam chegando ao sistema hídrico que converge em Pelotas.

A previsão de novas instabilidades mantém o município em atenção máxima. Conforme o secretário, o trabalho das equipes seguirá concentrado na prevenção de riscos, atendimento às ocorrências e recuperação gradual das áreas afetadas pelos temporais.

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