Risco de desabamento

Defesa Civil recomenda interdição de 25 imóveis em área de risco em Camaquã

Relatório aponta risco elevado de desmoronamento das casas

A Defesa Civil do Estado recomendou a interdição total de 25 imóveis situados na Rua da Barca, na localidade de Pacheca, zona rural de Camaquã. O laudo técnico, entregue à prefeitura na última sexta-feira (6), aponta risco elevado de desmoronamento das casas construídas às margens do Rio Camaquã. A vistoria atende a uma requisição do Ministério Público e as autoridades municipais já organizam uma força-tarefa para assistir os moradores.

Defesa Civil recomenda interdição de 25 imóveis em área de risco em Camaquã
Foto: Divulgação

Especialistas avaliaram a situação em Camaquã e emitiram o alerta

O diagnóstico de perigo iminente foi elaborado por geólogos, engenheiros e assistentes sociais do Departamento de Gestão de Desastres. Segundo o relatório, as residências ocupam o terraço fluvial — uma plataforma natural formada pelo rio — onde a erosão é severa. Duas casas já foram evacuadas por apresentarem rachaduras estruturais e estarem a menos de dois metros da beira do barranco, o que ameaça a vida dos ocupantes.

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Os especialistas identificaram três causas principais para a instabilidade do solo na região. O primeiro fator é o desgaste natural das margens provocado pelas cheias anuais do rio. Somado a isso, houve a retirada da vegetação nativa, que deveria proteger a Área de Preservação Permanente (APP) em uma faixa de 100 metros. Sem as raízes das plantas para segurar a terra, o terreno torna-se vulnerável a deslizamentos repentinos e imprevisíveis.

Outro ponto crítico destacado no parecer é o impacto das plantações de arroz vizinhas às moradias. A agricultura orizícola eleva o nível do lençol freático — a reserva de água subterrânea —, o que causa erosão interna no solo e compromete a base das construções. Diante do cenário, a Defesa Civil sugere a suspensão do cultivo na faixa de preservação e a remoção preventiva das famílias para locais seguros.

Embora 25 imóveis tenham sido listados, o levantamento social indica que apenas sete são utilizados como residência permanente. A prefeitura, por meio das secretarias de Desenvolvimento Social, Habitação e Segurança, busca agora alternativas habitacionais para essas famílias. A orientação é que qualquer sinal de instabilidade, como árvores inclinadas ou novas fendas no chão, seja reportado imediatamente aos órgãos de proteção.

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