O deputado federal Daniel Trzeciak (PSDB) participou nesta quinta-feira (12) de audiência pública em Brasília para discutir o projeto de concessão das rodovias BR‑116 e BR‑392. A proposta foi apresentada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e prevê um novo modelo de pedágio na região sul do Rio Grande do Sul. O parlamentar afirmou que a região precisa se mobilizar agora, antes da definição do contrato que terá validade de 30 anos.

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Segundo o deputado, a audiência em Brasília foi a primeira de três reuniões sobre o tema. As próximas ocorrerão em Porto Alegre, na segunda-feira (16), e em Pelotas, na terça-feira (17). O objetivo é ouvir a população e apresentar sugestões ao projeto de concessão.
Trzeciak lembrou que o modelo anterior de pedágio na região gerou críticas durante décadas. O sistema, segundo ele, chegou a cobrar uma das tarifas mais altas do País. O contrato terminou no dia 3 de março deste ano.
Para o deputado, a principal preocupação não é o número de pontos de cobrança, mas o valor da tarifa. O projeto prevê 14 pórticos no sistema “free flow”, tecnologia que registra a passagem dos veículos sem necessidade de parar nas praças de pedágio. Nesse modelo, a cobrança é automática e proporcional ao trecho percorrido.
O parlamentar também criticou a instalação de pórticos dentro de áreas urbanas. Ele defende que os pontos de cobrança fiquem nas divisas dos municípios. A medida evitaria que moradores do interior precisem pagar pedágio para se deslocar dentro da própria cidade.
Outro argumento apresentado é que o novo modelo pode reduzir custos para motoristas e transportadores. Em um exemplo citado pelo deputado, um caminhão de seis eixos que hoje pagaria cerca de R$ 705 em pedágios no trajeto entre Rio Grande e Camaquã passaria a pagar cerca de R$ 468 com o novo sistema.
O cronograma prevê a assinatura do contrato em julho do próximo ano. Após a concessão, haverá ainda um período inicial sem cobrança de tarifa. A primeira cobrança está prevista para 2028.
O deputado afirmou que a participação da população nas audiências públicas é decisiva. Segundo ele, as sugestões apresentadas agora poderão influenciar o contrato que definirá a operação das rodovias nas próximas três décadas.



