Com a valorização recente do salário mínimo, que atingiu R$ 1.518 em 2025 – um acréscimo de R$ 106 em comparação a 2024 –, o debate sobre o valor ideal para a remuneração mínima no Brasil ganha destaque. Contudo, para o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o montante em vigor está muito aquém do necessário para cobrir os custos básicos de vida de uma família, sinalizando que a quantia atual não é a ideal para atender às necessidades dos trabalhadores.

Dieese divulga qual deveria ser o salário mínimo no Brasil em 2026
Receba todas as notícias da Acústica no seu WhatsApp tocando aqui!
O Dieese, por meio de seu estudo mensal, calcula o que seria o salário mínimo ‘necessário’ com base no custo da Cesta Básica de Alimentos em diferentes capitais. Segundo o levantamento mais recente, referente a setembro, a cifra mínima que deveria ser paga aos trabalhadores é de R$ 7.075,83. O número ilustra a grande defasagem entre o valor atualmente pago e o montante que o órgão considera fundamental para garantir o poder de compra e a dignidade das famílias brasileiras.
Olhando para o futuro, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já apresentou uma proposta de R$ 1.631 para o salário mínimo de 2026 no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA). Esse valor representa um aumento de 7,44% em relação ao piso de 2025, de R$ 1.518, e é ligeiramente superior à previsão inicial de R$ 1.630 contida no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, enviado ao Congresso Nacional em abril deste ano.
A Proposta Orçamentária Anual (PLOA) é o instrumento legal que define onde o governo federal aplicará seus recursos e de onde virá o dinheiro para o ano seguinte, estimando receitas e fixando despesas. A definição do salário mínimo proposto segue a política de valorização implementada pela atual gestão, que é um dos pilares do governo Lula e busca aumentar o poder de compra das famílias por meio de um reajuste que supera a inflação.
Essa política de valorização baseia-se em um cálculo que combina dois fatores econômicos importantes: a variação da inflação registrada no ano anterior e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) – que é a soma de toda a riqueza produzida no país – de dois anos antes. O objetivo é garantir um aumento real, ou seja, acima do índice de preços, para que o salário mínimo acompanhe a produtividade nacional e recupere o poder aquisitivo.




