A presença de plantas em ambientes internos tornou-se uma tendência consolidada para quem busca decoração, bem-estar e maior contato com a natureza. No entanto, o cultivo doméstico exige atenção redobrada: espécies populares escondem substâncias tóxicas capazes de causar graves intoxicações em animais de estimação e crianças pequenas.

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Segundo Claudenir Caires, professor e pesquisador da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), espécies amplamente difundidas nos lares brasileiros apresentam riscos sérios ao contato ou à ingestão acidental.
“Uma bem conhecida é a comigo-ninguém-pode. Apesar de ser bonita e muito cultivada, ela é extremamente tóxica. Se um pet ou uma criança mastigar uma folha, pode sofrer severas lesões, principalmente na mucosa bucal”, alerta o especialista.
Outras plantas que geram perigo e que exigem cuidado e supervisão constante no ambiente doméstico incluem:
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Espirradeira (Nerium oleander): altamente tóxica para tecidos orgânicos;
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Trombeteira (Brugmansia): associada a efeitos neurotóxicos quando ingerida;
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Quiabento: espécie que também possui compostos prejudiciais à saúde humana e animal.
Dormir com plantas no quarto é perigoso? Especialista desmistifica o mito
Apesar do risco de ingestão de espécies tóxicas, o professor esclarece um dos mitos mais antigos sobre a jardinagem indoor: a presença de vasos no quarto durante a noite.
Muitos acreditam erroneamente que o consumo de oxigênio pelas plantas durante a respiração noturna possa sufocar os moradores. Caires desmistifica a ideia e reforça que o processo é seguro.
Como as plantas realizam fotossíntese ao longo do dia, a quantidade de oxigênio liberada supera amplamente o volume de gás carbônico emitido à noite. Para ambientes fechados como dormitórios, a recomendação prática do especialista é optar por espécies de folhas grandes e lustrosas, facilitando a higienização do pó e mantendo a qualidade do ar no cômodo.



