saúde

Doença Pulmonar Silenciosa: Dr. Mallmann compara riscos da doença com a pressão alta

O especialista detalha como o teste de função pulmonar identifica a perda respiratória e evita que o paciente dependa de oxigênio no futuro

Na manhã desta sexta-feira (10), o programa Primeira Hora recebeu o pneumologista Dr. Marcelo Mallmann para discutir a importância do diagnóstico precoce da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), termo que engloba a bronquite crônica e o enfisema pulmonar. Durante a entrevista, o especialista enfatizou que a identificação rápida dessas condições é o fator determinante para a qualidade de vida e a sobrevida de quem sofre com problemas respiratórios.

Doença Pulmonar Silenciosa: Dr. Mallmann compara riscos da doença com a pressão alta
Foto: Reprodução

Perigo de negligenciar os sintomas iniciais

Embora a espirometria não seja aplicada de forma universal a toda a população em razão de critérios de custo, o pneumologista delimitou com clareza o perfil de pacientes que necessitam realizar o teste. O exame é direcionado para indivíduos sintomáticos e, especialmente, para “aquelas pessoas que têm mais de 40 anos de idade que são ou foram fumantes que tem aquela tossezinha”, além de qualquer pessoa que sinta falta de ar ou cansaço incomum ao realizar atividades simples do cotidiano, como uma caminhada leve.

Diagnóstico silencioso

O grande desafio no combate à evolução da DPOC reside no fato de que exames clínicos convencionais de rotina costumam falhar na detecção das fases iniciais da doença, mascarando o problema. O Dr. Marcelo Mallmann esclareceu que avaliações físicas no consultório e exames de imagem comuns, como a radiografia de tórax, costumam apresentar resultados normais mesmo em pacientes que já possuem o pulmão comprometido.

os riscos da falta de tratamento

Para desenhar de forma simples a necessidade de intervenção médica imediata antes do agravamento do quadro, o convidado comparou a doença pulmonar à pressão alta, uma enfermidade silenciosa que exige medicação contínua mesmo quando não há dor. Mallmann advertiu que esperar pelos sintomas graves para buscar ajuda médica pode reduzir drasticamente as opções terapêuticas do paciente no futuro. O pneumologista concluiu reforçando que a espirometria deve se consolidar como o ponto de partida na investigação de fumantes e sintomáticos para assegurar o início imediato das terapias de preservação pulmonar.